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FÍSICA SEM EDUCAÇÃO
A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
An Awe-Inspiring Space Station Odyssey: Photos : Discovery News
An Awe-Inspiring Space Station Odyssey: Photos : Discovery News:
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uma aventura de Ron Garan ao redor da Terra
sábado, 26 de novembro de 2011
O (novo) Universo Quântico
No século V a.c., o filósofo grego Heráclito, proclamou que tudo era feito de fogo, hoje só mudamos o termo, ao invés de fogo, usamos o termo energia. Werner Heinserberg concorda comigo (na realidade foi ele quem disse isso!).

De repente o universo de Newton, que era todo organizado e coerente desmoronou. Mas isso não quer dizer que o seu universo estava errado, muito pelo contrário, foi um universo maravilhoso com relação à construção do pensamento humano, do entendimento da “mente de deus”, assim, pouco a pouco os enigmas de séculos e séculos foram sendo desvendados de uma maneira elegante e simples.
E a partir daí o mundo se tornou algo complexo e tivemos que nos adaptar a uma nova linguagem para que conseguíssemos lidar com uma linguagem, lidar com o mundo onde estava sendo desvendado o interior da matéria (o átomo).
A grande dificuldade de aceitar essa nova linguagem é por ela ser radicalmente diferente. Essa nova linguagem é a Física Quântica.
O que “dói” é que com o decorrer dos séculos sempre tivemos que abrir mão de modos de pensar que vinham dando certo. Assim, somos sempre forçados a nos adequar a novas linguagens e padrões. Mas é isso que faz a física ser fascinante e integrante.
Ao ler o livro “Em busca da empresa Quântica”, de Clemente Nóbrega, fiquei maravilhada com a maneira simples como ele expõe a história da física e a Física Quântica, pois esse sim é um mundo paralelo.
A física quântica não deve ser utilizada para interpretar nada no mundo do dia-a-dia ele serve somente para descrever o mundo do infinitamente pequeno. Fora daí deve ser usada como uma metáfora, simbolismo, Por isso, pense sobre isso.
Ela não é magia e não devemos tentar descobrir significados “profundos” a partir de suas verdades. Devemos ter a habilidade de construir linguagens e gerar significados para lidar com as novas dimensões da realidade que vão surgindo.

Fiz o meu artigo para o INAPE, para minha coluna Si bella, La cience, disponível em http://www.inape.org.br/ e percebi que ainda vivemos no mundo da Planilândia e está mais do que na hora de sairmos dele, afinal o universo está se expandindo, a ciência evoluindo e precisamos sair em busca de toda essa evolução que o mundo nos oferece. Querem saber o que é Planilândia ou a Pontilândia, acessem o INAPE e leiam!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
O Espírito de Spirit em Marte
Quem
já viu filmes e desenhos animados com robôs têm idéia da tecnologia
que “rola” por trás deles. E não é coisa de ficção cientifica não!
São
muito estudo e conhecimento, além de paciência. Quando nos referimos aos
cientistas que trabalham na NASA, então, essa paciência tem que ser
infinita.
Vou
contar a historinha desse simpático robô, Spirit, que foi enviado a Marte
no dia 4 de janeiro de 2004 e desde então fotografa, aliás fotografava, e coletava dados de Marte.
O
Spirit foi projetado para suportar toda a variação de temperatura marciana, além
da sua atmosfera. Foi equipado com microscópios, espectrômetros
(instrumento óptico que mede radiação luminosa) e brocas.
Ele
anda bem devagar (100m/dia), mesmo porque tem que observar os mínimos detalhes
para fazer análises geológicas, tirar fotos e quebrar rochas. O Spirit é
geólogo, jornalista, garimpeiro etc.
Mas,
depois de seis anos trabalhando exaustivamente, o Spirit atolou num banco de
areia em Marte.
A
NASA fez inúmeras tentativas de salvar o Spirit, mas ele foi declarado “morto”. Apesar desse trágico acidente, Jonh Callas, o
gerente de projetos do laboratório de propulsão a jato diz: “É triste se
despedir do Spirit, mas temos que lembrar as descobertas feitas por ele em
todos estes anos”.
Spirit
e seu irmãozinho gêmeo Opportunitty foram para Marte e cada um pousou de um
lado do planeta. Enquanto Opportunity aterrissa em solo
propício, repleto de minerais, onde antes havia um lago, Spirit cai na cratera
Guser, com poucas evidências de água. Assim, Spirit, sem escolha, tem que fazer
grandes escaladas para fazer descobertas.
E,
apesar do seu azar, ele consegue. Depois de escalar montanhas do tamanho da
Estátua da Liberdade, sofrer redemoinhos de ventos e frio noturno, ele
consegue. Só que, passado um tempo, ele fica manco (uma das rodas da frente
para de funcionar) e ele começa a andar de ré e a ter ataques de memória
(armazenamento da memória flash).
Apesar de tudo isso, o nosso amiguinho fica preso em um banco de areia.
Foram feitas várias tentativas para desatolar o robozinho, mas a sua traseira
para de funcionar, imobilizando de vez o nosso amigo.
E
não para por aí, os engenheiros não conseguem manobrar os painéis solares e, sem
energia suficiente, o nosso amiguinho entra em estado de hibernação, a -55° C.
Mandaram várias naves, na tentativa de sinais de vida do robozinho, inclusive
antenas espaciais da Espanha, Califórnia e Austrália, mas até agora nada! Em
Marte só resta o “espírito” de Spirit. E Opportunity está sozinho e triste.
Mas
a boa noticia é que não ficará sozinho por muito tempo, logo mandarão ao
Planeta Vermelho um mega hiper super jipe robô, de 900 quilos, o
Curiosity.
Esse
dá um show de tecnologia! Movido com energia nuclear, possui guindastes
voadores e raios laser. O negócio é tão cinematográfico que até o cineasta
James Cameron foi convidado para ajudar a desenvolver a câmera 3
D de alta resolução, mas infelizmente, o projeto não ficou pronto a tempo.
Imaginem a tecnologia disso! Para mais conhecimento e informação acessem o site http://www.inape.org.br/
estarei com uma coluna no site com o nome de Si Bella, la cience! Nesse site poderão obter mais informações sobre ciências, participem, compartilhem, vale a pena conhecer, afinal, conhecimento nunca é demais!!!
.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Vivemos no meio de um emaranhado de cordas.
Ás vezes penso, como Einstein estaria se tivesse
assistindo a tudo o que a ciência vem desvendando. Einstein não acreditava
muito na física quântica, mas apesar disso foi ele que deu origem a ela. Sabem por
quê? Lembram do quanta, quanta de luz, pacotinhos de luz, onda ou partícula?
Efeito foto elétrico? Prêmio Nobel? Foi o ilustre Sir Albert Einstein.
Ele foi o
criador das três teorias que possibilita toda essa parafernália (no bom
sentido) da física quântica: a teoria quântica da luz, a teoria quântica dos
sólidos e a teoria dos gases bosônicos, incluindo a condensação de
Bose-Einstein. Vamos revisar, resumidamente, cada uma delas.
Com o efeito fotoelétrico, Einstein pega um gancho
na teoria de Maxwell e diz que a luz pode se comportar tanto como onda, quanto
como partícula e chama esses pacotinhos de quanta (plural) de luz, ou quantum
(singular).
Na
condensação de Bosen-Einstein, Bose teve a sua teoria rejeitada pela revista Philosophical
Magazine, assim fez um pedido a Einstein para que traduzisse sua teoria e o
ajudasse a publicar. Einstein, impressionado com sua teoria, aceitou
prontamente e publicou o artigo na revista científica alemã e assim seu artigo
é publicado e Einstein faz ainda algumas colocações a mais na sua teoria Einstein
mostra que, para temperaturas suficientemente baixas, um número crescente de
moléculas ocupa o estado de energia mais baixa do gás (com energia cinética
nula), efetuando-se assim uma separação do conjunto de moléculas em duas
partes, uma que condensa, e outra que permanece um gás ideal. Esse fenômeno é conhecido
hoje em dia como “condensação de Bose-Einstein”. Luiz Davidovich. Instituto de Física – Universidade Federal do
Rio de Janeiro
Por mais que os assuntos sejam complicados são muito
interessantes e vale a pena dar uma pesquisada para conhecer mais com relação a
eles, pois como podem perceber Einstein não foi o único e tem muito mais coisa
que está além do efeito fotoelétrico e E=mc2.
Bom, enquanto estamos em Einstein o nosso mundo vai
muito bem, mas quando vamos além dele a coisa fica mais complicada, pois entra
teorias que estão muito além da nossa imaginação, mas da matemática, não, pois
ela prova.
Numa das minhas andanças na
internet, o professor Gustavo M. Moretti me apresenta um site que eu ainda não
conhecia e não apenas um site, mas um instituto que, tenho certeza, muita gente
ainda não conhece, o INAPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). Dando uma
vasculhada no site, que por sinal adorei, descobri um texto sobre Supercordas
que me chamou atenção, pela definição do tema, pois é um assunto muito
complexo e dífícil de entender.
Ainda bem que não sou só eu que penso assim, Richard
Feynman compartilha da “mesma” opinião: “Posso dizer sem me enganar que ninguém compreende a Mecânica
Quântica”, escreveu o americano Richard Feynman (1918-1988), um dos cientistas
mais brilhantes deste século, conhecido justamente por explicar conceitos
difíceis sem complicar. Numa de suas palestras, Feynman abriu o jogo: “Vou contar-lhes
como funciona a natureza”, disse. “Mas evitem ficar perguntando, ‘como
é que pode ser assim?’, ou vão acabar num beco sem saída. Ninguém sabe por
que as coisas são assim.” http://super.abril.com.br/ciencia/atomo-duplicado-pulo-gato-436671.shtml
E resolvi
pegar um gancho no texto de Emerson Roberto Perez no site do INAPE http://www.inape.org.br/colunas/universo-seu-alcance/introducao-teoria-supercordas-parte-1
para explicar um pouquinho essa teoria que se for confirmada vai dar muito “pano
pra manga” (gíria de velha), inclusive a viagem no tempo.
Bom, vamos lá.
O átomo, já sabemos que não é indivisível como se pensava antigamente, pois
dentro dele existe prótons, nêutrons e elétrons
e mais ainda, dentro dos prótons existem dois quark up e um quark down e
no nêutron tem dois quark down e um quark up. E a pergunta que não quer calar:
Os quarks são as menores partículas do universo? Nãnãninanão...
Teoria das Cordas
Segundo a
Teoria das Supercordas as menores partículas existentes não são pontinhos, ou
melhor, pontuais, são cordas e essas cordas que dão origem aos quarks e todas
as outras (será que é por isso que até agora não conseguiram encontrar o Bóson
de Higgs?) através dos movimentos vibracionais dessas cordas. Confuso não?
Seria, mas fazer
a mesma analogia usada no texto do Emerson. Ele usa como comparação as
cordas de um violino, ou violão, como preferir, essas cordas emitem uma
vibração sonora (som) e através dessa vibração é que surgiram as partículas.
Cada som, ou vibração sonora, formam uma partícula diferente.
Nós sempre
imaginamos partículas como sendo pontinhos, ou seja, como sendo pontuais, mas
na teoria das cordas não é bem assim, elas são cordas, isso mesmo, cordas
estendidas ou fechadas e suas vibrações dão origem as quatro forças da
natureza, já conhecidas por nós, nuclear forte, nuclear fraca, eletromagnética
e gravitacional.
Teoria das Supercordas
O problema é
que essas forças juntas funcionam muito bem, vibram em harmonia, mas na teoria
das cordas elas não possuem três dimensões (altura, comprimento e largura).
Aí eles
resolvem juntar as teorias, que até agora estava tudo indo muito bem, em
harmonia, eles juntaram teoria das cordas com supersimetria e gravidade
quântica no que resultou a Teoria das Supercordas e ao invés de três dimensões
teremos onze. Afff!!!! E onde estariam às outras nove?
Supersimetria
As dimensões
restantes estariam tão pequenas que não temos, até agora, tecnologia suficiente
para que possamos detectá-las, mas a matemática já achou elas, pelo menos a
matemática, pois a nossa imaginação ainda faz um eforço enorme pra entender
(pelo menos a minha faz).
No texto do
Emerson, do site do INAPE, tem outra analogia muito legal que dá bem pra
entender essa história de onze dimensões:
Por exemplo:
Imagine um fio
esticado. Você pode caminhar sobre esse fio apenas para frente e para trás.
Podemos definir esse fio como um objeto Unidimensional.
Agora, imagine que existe uma formiguinha caminhando neste mesmo fio. Ela pode se mover para frente e para trás, mas também pode se mover para direita e para esquerda desse fio. Para esta formiguinha, o fio é Bidimensional, pois possui duas dimensões.
Vamos um pouco mais além… Neste momento, pousa uma pequena mosca sobre o fio. Ela repete os movimentos da formiguinha, mas, possui a qualidade de voar, ou seja, ela pode se mover também para cima e para baixo do fio. Esta mosca se move num espaço Tridimensional em relação ao mesmo fio que nós podemos nos mover apenas para frente e para trás!
Agora, imagine que existe uma formiguinha caminhando neste mesmo fio. Ela pode se mover para frente e para trás, mas também pode se mover para direita e para esquerda desse fio. Para esta formiguinha, o fio é Bidimensional, pois possui duas dimensões.
Vamos um pouco mais além… Neste momento, pousa uma pequena mosca sobre o fio. Ela repete os movimentos da formiguinha, mas, possui a qualidade de voar, ou seja, ela pode se mover também para cima e para baixo do fio. Esta mosca se move num espaço Tridimensional em relação ao mesmo fio que nós podemos nos mover apenas para frente e para trás!
Apesar de bem
simples, esta idéia do fio Unidimensional, nos mostra a gama de possibilidades
de dimensões extras que não percebemos a nossa volta.
As prováveis
dimensões adicionais de espaço, caso realmente existam, estão enroladas dentro
de um Cubo Tridimensional e são muito pequenas.
Acredita-se que nos próximos anos, poderemos tentar comprovar a existência de alguma dessas dimensões extras através da Força da Gravidade.
Sendo esta Força, a única força que atua em todas as regiões do Universo, acredita-se que seja através de variações na Gravidade que poderemos detectar essas pequenas dimensões.
Acredita-se que nos próximos anos, poderemos tentar comprovar a existência de alguma dessas dimensões extras através da Força da Gravidade.
Sendo esta Força, a única força que atua em todas as regiões do Universo, acredita-se que seja através de variações na Gravidade que poderemos detectar essas pequenas dimensões.
Espero que
assim vocês tenham entendido um pouquinho sobre essas teorias, afinal de
contas, quando conseguimos confirmar isso, vai dar espaço pra outra teoria: A viagem
ao futuro.
sábado, 12 de novembro de 2011
As verdadeiras mulheres de "valor"
revolução francesa
Enquanto pesquiso assuntos para o meu blog e encontro mulheres na ciência fico mais indignada em não ter conhecimento de muitos nomes, como esse assunto não é devidamente divulgado.
Pra quem conhece um pouquinho da história e vivencia ela, sabe como demorou pra mulher ter seu espaço. E até hoje, existem áreas, que tem um preconceito com relação à mulher, mesmo que esse preconceito seja velado, imaginem em meados de 1650!
Nesta época Maria Wenkelmam foi uma astrônoma que viveu na Alemanha e como não podia deixar de ser, casou com o também astrônomo Gottfried Kevich, que era o mais importante daquela época, onde morava, a Prússia. Assim, ela se tornou sua assistente. E o mais legal, era que ele a incentivou. Mas quando ele morreu, ela quis continuar sua carreira como assistente, mas não pode, pois seria um “mau exemplo” a contratação de uma mulher.
Na Revolução Francesa não houve muitas mudanças, as mulheres ainda eram vistas, pelos cientistas, como seres inferiores e subordinados (nem minha cachorra eu vejo assim!).
ilusionismo séc. XVIII
No século XVIII, com o Iluminismo, as mulheres passaram a ter um valor maior e começaram a participar dos trabalhos científicos. E em 1748, Eva Ekelad foi incluída na Academia Real Sueca de Ciências.
Émilie Du Châtelet, matemática e física, companheira intelectual e amante de Voltaire, completou a primeira tradução completa do Principia de Newton (do latim para o francês).
Émilie Du Chatelet
Maria Sibylla Merian (1624-1674) fez um “livro de estudos” sobre a vida de plantas e insetos, publicado em 1740, discutiu sobre ciências na Instituição da Física e revelou aos europeus a diversidade da floresta tropical.
Marie-Anne Pierette Paulze, esposa de Antonie Lavoisier era também sua assistente de laboratório e participou ativamente na sua descoberta do oxigênio, e como falava inglês, era sua intermediária nas suas correspondências científicas.
Laura Maria Caterina Bassi (1711-1778) foi membro da Academia Italiana do Instituto de Ciências e ocupou a cadeira no Instituto de Física Experimental e nem preciso falar, foi sua percursora.
Caroline Herchel
Caroline Herchel, foi uma grande astrônoma, era a assistente de seu irmão, descobriu 8 cometas entre 1786 e 1797 entre outras coisas, junto com Mary Fairfax Sonnerville se tornaram membros honorários da Royal Astronomical Society. No século XIX, Mary Farfax realizou experimentos com magnetismo.
E você acha que foi um homem que desenvolveu o primeiro programa de computador? Por incrível que pareça foi Lady Ada Loveplace, mas infelizmente isso foi contestado, imaginem por que, não é?
A primeira mulher a conseguir um diploma de bacharel foi Catherine Benson, em 1840. Caramba, corajosa ela, não é?
Nos Estados Unidos, Maria Michell, descobriu um cometa, isso em 1847 e contribuiu para os cálculos no Observatory Naval EUA. Se tornando assim, a primeira mulher da Academia Americana de Artes e Ciências, isso em 1848 e em 1850, se tornou também membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência. (vocês tem ideia do que isso representava naquela época?)
Annie Scott
No final do século XIX, na Europa, Annie Scott Dill Maunder fez a primeira ortografia das manchas solares e se tornou assistente de Edward Walter Maunder no Greenwich Observatory. E nem preciso falar o que aconteceu depois disso! Obviamente se casaram e ele fez um ótimo negócio (brincadeira) pois ela tinha uma habilidade muito grande em cálculos, o que contribuiu para seus estudos em relação ao Sol e as radiações solares.
Edward Walter Maunder
A lista não termina aí, quando entramos no século XX, há uma infinidade de mulheres. Mas destacando as ganhadoras do Nobel de Física, eu não podia deixar de citar:
Em 1903 – Marie Curie, uma polonesa e Varsóvia, com sua descoberta sobre radioatividade.
Marie Curie
E em 1963 – Marie Goppert Mayer, que propõe o núcleo do modelo atômico. E tem mais! Sophie Germain era uma francesa, apaixonada pela matemática, chega até a adotar pseudônimos masculinos para divulgar seu trabalho e Gauss ao descobrir que se tratava de uma mulher, acaba se apaixonando. Agora não sei se por ela ou pelo seu trabalho, ou por ambos.
Mary Sommerville era uma escocesa, apaixonada pela matemática de Euclides. Ela lia seus livros escondidos, por causa da repressão da época.
Aos 32 anos se casa com seu primo distante que a incentiva a traduzir o livro de Mecanica Celeste, de Laplace (maridão esse, não!)
Mary Sommerville
Concluindo, existem muitas mulheres na física e na ciência que não foram citadas, aliás, peço que me enviem nomes para divulgá-los, pois é muito fascinante saber que existiram mulheres que foram contra toda uma sociedade e um preconceito e fizeram a diferença no mundo.
É muito importante para nós, mulheres, saber que existem mulheres que fizeram a verdadeira diferença, pois deixaram não só sua semente plantada aqui, mas, sua existência foi muito produtiva e seus frutos são colhidos até hoje.
E como vocês podem perceber muitos desses nomes eu não conhecia e tenho certeza que vocês também não. É importante divulgar a verdadeira importância da mulher, mas, infelizmente, hoje em dia, é mais importante divulgar seu corpo, sua beleza, afinal de contas, quanto menos conhecimento e menos incentivo para aprender, melhor se torna a manipulação da massa, do povo. Não é importante divulgar (as) os cientistas, é melhor e "mais útil" divulgar as fofocas, a depreciação da mulher e etc. Pensem nisso e não se deixem se levar por uma mídia “escravizadora” e “manipuladora”. Estudem, aprendam e questionem sempre.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
No futuro: Vamos viajar por buracos negros para outros universos
Cada vez que leio mais sobre física, mais a minha imaginação se aguça para entender tudo isso. Vi essa semana no Discovery Channel uma reportagem sobre universos paralelos. Sempre gostei dessa história, mas imaginem se eles conseguirem provar a existência de outros universos?
Fiquei pensando na história da física ao longo desses séculos e é exatamente o que vem acontecendo hoje. Uma teoria derrubando a outra. Entre a idade média e a física quântica existem muitos cientistas, você nem imagina quantos e o pior, aliás, melhor disso tudo é que a coisa continua. A energia escura, os neutrinos e muito mais. Ah! A ciência e a tecnologia viajam na velocidade da luz, só espero que não dêem uma de “neutrinos” (bricadeirinha).
O caso dos Universos paralelos surgiu em 1954, Hugh Everett III em sua tese de doutorado lança essa teoria sobre universos que seriam iguais ao nosso e derivariam do nosso universo, talvez, nesses supostos outros mundos poderiam ter pessoas já extintas no nosso universo. Fala aí se isso não está além da imaginação! Da minha, pelo menos está !http://ciencia.hsw.uol.com.br/universo-paralelo.htm
Talvez essa teoria explicasse algumas irregularidades com relação à física quântica, pois as suas leis são diferentes, um exemplo disso são os fótons (pequenos pacotes de luz) que se comportam tanto como onda quanto partícula, são as duas coisas ao mesmo tempo, lembram-se do gato Scho? Ele também faz parte da teoria quântica e de repente, ele está vivo aqui no nosso universo, mas morto no outro. Ou vice-versa.
Nessa história toda surgiu Heinsenberg, com o seu Princípio da Incerteza. Ele, de uma maneira muito simples, diz assim: só de você olhar alguma coisa, está interferindo no seu estado, então no caso de um objeto quântico não podemos saber posição e velocidade, quando sabemos a sua posição não sabemos sua velocidade. Ou vice-versa.http://meiobit.com/84422/nasa-podera-provar-existencia-de-universos-paralelos/
Niels Bohr apóia essa idéia e lança outra mais “louca” ainda. Ele diz que a soma desses possíveis estados, vivo e morto, ou melhor, a soma dessa probabilidades desses possíveis estados ele chamou de superposição. E a sua simples observação faz com que esse objeto mude seu estado, essa teoria nasceu para a explicação, ou melhor, a falta de explicação para alguns fenômenos quânticos.
Existe muita coisa ainda pra ser explicada no Universo, a matéria no Universo, está mal explicada, afinal de contas, segundo a Teoria da Gravitação, deveria haver mais massa e energia do que conseguimos detectar, ou seja, tem alguma coisa errada ai ou tem muita massa e energia que nem sabemos que existem. E os buracos negros? Esse daí são os mais confusos, já acharam buracos negros minúsculos, pequenos, médios, imensos, mega imensos, super mega imensos e super hiper mega imensos e tudo isso ao quadrado. Por mais que tentemos a nossa imaginação não vai além.
Agora imaginem essa história do multiuniversos? Vamos juntar com buracos negros? Eles fizeram isso já! Simplesmente, uma das teorias é que os buracos negros dariam passagem a outros universos. Só tem um probleminha, a velocidade da luz. Nos buracos negros a velocidade, ou melhor, energia é tão alta, mas tão alta, mas tão alta que nem a luz escapa e se cairmos dentro dele viraríamos partículas subatômicas, neutrinos ou quarks ou pósitrons ou sei lá mais o que. Agora me respondem uma coisa, precisa de drogas ou álcool ou qualquer outra coisa pra viajar? Não mesmo, só precisamos de conhecimento e imaginação e isso não precisa ser só na área da física, qualquer uma te proporciona isso.

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