FÍSICA SEM EDUCAÇÃO
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sexta-feira, 17 de maio de 2019
A escola reflete a sociedade que queremos
"Não têm que preparar para o trabalho que os alunos terão no futuro, e sim para o tipo de sociedade em que eles querem viver. Eu te ofereço as habilidades digitais para que você trabalhe no Google ou no Facebook, mas você viverá numa sociedade fascista e intolerante. Isso não vale. É preciso priorizar que eles aprendam a serem cidadãos informados, quando há partidos de extrema direita que estão ascendendo ao poder."
Uma reportagem muito interessante, que leva a todos e todas, principalmente professores a refletirem na sociedade que queremos formar. Leia mais...
O pedagogo norte-americano Henry Giroux defende que todas as disciplinas incorporem o pensamento crítico para promover o combate a ideologias extremistas: "A direita não quer que as pessoas pensem"
sábado, 15 de dezembro de 2018
Soluções para a educação
Toni D' agostinho

Assim, a escola recebe as regras e cumpre-as, quando não questionadas e contraditas pela comunidade e pelos profissionais da educação, sofrendo, em sua estrutura interna e sua organização, a ingerência dos homens de negócio, uma vez que, estando “impelida pela necessidade de mercados sempre novos, a burguesia invade todo o globo, necessitando estabelecer-se em toda parte, explorar em toda parte, criar vínculos em toda parte “ (MARX; ENGELS, [197-?] v.1.), o que o faz, quando financia o sistema de ensino em todo o país. Como resultado dos acordos internacionais com o Banco Mundial, os homens de negócio e o Estado brasileiro “esvaziam os clamores dos movimentos reivindicatórios por uma educação nos moldes do Japão e Tigres Asiáticos, pois se voltam em defesa de uma escola pública demarcada por um patamar possível apenas (nos limites) da alfabetização funcional” (FRIGOTTO, 2001, p.57). A consequência, em nível de administração e gestão escolar, é a rígida estrutura hierárquica e idiossincrática no seio da escola, para a manutenção do ideário neoliberal, sem, logicamente, a participação da sociedade.
A exclusão da sociedade e a impossibilidade de participação só serão combatidas quando representarem, na bandeira da ação pedagógica, a conquista da autonomia, a conscientização da comunidade educativa sobre o necessário processo de democratização do ensino, de empoderamento da sociedade no espaço público, de mudanças dos paradigmas da gestão escolar nos moldes da administração empresarial, nos paradigmas da qualidade de ensino demarcados pela “estreiteza do ajuste ao mercado de trabalho” (FRIGOTTO, 2001, p.58). A democratização nos espaços públicos da educação é uma questão, em última análise, de conquista de direitos sociais. Como dizem Francisco de Oliveira e Eric Hobsbawm, no texto de Frigotto (2001), a construção de formas sociais “efetivamente democráticas, tem como exigências que os sujeitos sociais coletivos tenham capacidade de ampliar a esfera pública e ter acesso ao que é público” (FRIGOTTO, 2001, p.80), o que implica um processo de retomada dos espaços da escola por parte da comunidade.
Essa foi a resenha de uma pesquisa sobre a implementação de um modelo de gestão escolar democrática que resultou em dissertação de mestrado do Professor Wagner Impellizzieri, da Universidade Cruzeiro do Sul e Universidade Cidade de São Paulo
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