FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

domingo, 13 de julho de 2014

O vexame do Brasil...e dos brasileiros



Eu estava me poupando de falar do vexame da seleção. Assim como muitos brasileiros, estou muito triste e mais triste ainda por um povo continuar dando mais valor ao futebol do que a qualquer outra coisa, principalmente à educação brasileira e à política. Fico perplexa com alguns comentários compartilhados na internet, muitas teorias a respeito da derrota da seleção e o povo continua sendo manipulado por repórteres partidários. A seleção perdeu o futebol, mas o Brasil perde em muito mais coisas do que uma simples copa. O Brasil carece de educação, de conscientização política para que comecemos a parar de sermos manipulados por teorias e mais teorias conspiratórias.

No Brasil, falta patriotismo, ética, educação, conscientização e todo o resto é a consequência de tudo isso, pois não adianta exigirmos saúde de qualidade, segurança, escolas etc., se não aprendemos a votar e se não cobramos de nossa mídia a ética. O brasileiro é o único que tem a capacidade de vaiar um presidente da república (uma autoridade) em plena Copa do Mundo e na frente do mundo inteiro. O pior é que muitos acharam isso bonito. Vaiar uma autoridade que, concorde ou não, merece respeito, é bonito? Não, o que o Brasil mostrou nessa Copa foi que além de sermos ruins de futebol, somos ruins de educação e falta de bom senso ao lidarmos com hierarquia, não temos noção, educação. Isso é o que estamos colhendo durante anos e anos de descaso do governo com relação à nossa educação e não me refiro a 10, 20 ou 30 anos, mas a muito mais.

O pior de tudo são os repórteres, que se julgam inteligentes e “bem educados” não só aplaudindo essas atitudes como semeando mais  deseducação e discórdia. Entendam que, em nenhum momento, me referi a esse ou aquele partido, porque afinal não acredito em nenhum. Enquanto todo um sistema não for mudado, continuaremos “chovendo no molhado”. O nosso sistema foi corrompido durante todos esses anos de descaso na educação e essa oposição somos nós.
Agora é hora de o brasileiro acordar e perceber que futebol é importante, mas uma educação de qualidade que fará o país melhorar, não só no PIB (Produto Interno Bruto), mas nos índices de educação e que ela merece todo o respeito para que um dia possamos aplaudir o presidente, seja ele quem for, pois afinal estará fazendo algo por nós, que é isso que deveria fazer, pois vaiar apenas só mostra o nosso baixo nível cultural. A situação tem que ser mudada no voto consciente não com esse tipo de manifestação, inclusive as violentas. Quer mais saúde, educação, segurança, honestidade  etc.? Aprenda a votar, aprenda política, seja crítico e exerça a democracia, o resto é conversa fiada. Cobre ética de todos e seja ético. Cobre honestidade, mas seja honesto. Cobre educação, mas seja educado.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Introdução sobre educação - um texto de Douglas Benício



Considerações sobre PL 6840/2013 — Reformulação do Ensino Médio

Parte 1 — História da Educação Brasileira e sua influência nos tempos atuais

A educação no Brasil tem uma história peculiar, caracterizada pela dicotomia Estado-escola, que até então era de domínio da Companhia de Jesus (os Jesuítas), que primavam pela transferência de conhecimentos apenas para os brancos europeus da população colonial, sendo esta negada para negros, índios e mulatos, sendo que no caso destes últimos os jesuítas tiveram que ceder por receberem subsídios do Estado. Em outras palavras, exclusão.
Dando um salto até a Era Vargas, tivemos neste período reformas educacionais mais modernas devido a emergência da urbanização brasileira e o surgimento do parque industrial brasileiro. Nesta época foi feita a Reforma Francisco Campos (1931), que conferiu aumento dos anos de estudos no curso secundário, seriação de currículos, imposição de um trabalho de avaliação discente. Medidas que procuravam entrar em sintonia com a sociedade capitalista que se consolidara no país.

O ensino secundário teve aumento de dois anos, passando de cinco para sete anos, como também foi organizado em ciclos, sendo o fundamental (ensino comum e de formação geral) e o complementar (para quem quisesse ingressar em cursos superiores). Interessante notar que, neste último havia uma série de opções, como por exemplo, para quem quisesse cursar Direito, iria estudar com foco maior em área de ciências humanas. Estudiosos afirmam que esta parte da Reforma Campos estava muito alinhada com as modernizações da Europa, e de certo modo contribui para a elitização do ensino devido a conjuntura da vida brasileira. Retirado doartigo de Norberto Dellabrida, publicado em 2009 na Revista Educação da PUCRS, temos que “ […] Francisco Campos liderou uma reforma do ensino primário e normal a partir dos princípios e dos métodos da Escola Nova. […] A Reforma Francisco Campos redefiniu, em primeiro lugar, os saberes a serem ensinados nos colégios de ensino secundário, fortalecendo as Ciências Físicas e Naturais, o que também expressa uma perspectiva burguesa” onde segundo o autor, partia-se da educação integral — intelectual, física, patriótica — e práticas disciplinares para disciplinamento e autorregulação.
Em 1942 surgiu a Reforma Capanema, na qual surgiu a Lei Orgânica do Ensino Industrial e a Lei Orgânica do Ensino Secundário, assim como o surgimento do SENAI. O curso secundário se dividia de modo que o ensino seguia ordem hierárquica onde o primário se destinava ao ensino agrícola, o secundário para o ensino industrial (que mantinha sérios vínculos com educação de países fascistas), e o terciário, que preparava para o comércio. Vale ressaltar que durante esta reforma, houve uma ênfase dada ao ensino de disciplinas de ciências humanas, devido ao apoio recebido de Vargas da Igreja Católica em troca de apoio da mesma ao governo em camadas populares. Tal ênfase se explica pelo fato de que estas disciplinas eram ensinadas às elites pelos Jesuítas, sendo que as massas teriam acesso ao ensino menos prestigiado como agrícola, industrial e comercial. Logo, a educação de massas nunca formou o sujeito político, mas o operário que não sabia questionar.
O ensino industrial, como o nome já nos induz, levava a formar o cidadão para o trabalho, enquanto o ensino secundário visava moldar o indivíduo com princípios éticos e morais.
Este ensino dual foi responsável por deixar marcas no país que perduram até os dias atuais, como por exemplo a divisão da sociedade em classes, na qual a dominante perpetuou no Brasil até os dias de hoje, que formaram a elite econômica e intelectual, chamada por muitos de Elite Branca. A escola foi um objeto onde suas políticas foram formuladas por estes para servir seus interesses, segundo Demerval Saviani.
Com o surgimento da Ditadura Militar em 1964, houve mudanças como a criação dos exames vestibulares e o enfoque de formação dado ao ensino tecnicista com ajuda da USAID (United States Agency for International Development), que com financiamentos da Casa Branca e órgãos americanos, formulavam kit experimentais de ciência na época da Guerra Fria. Disciplinas humanas como filosofia, história e geografia, ou foram extintas ou foram aglutinadas, dando origem e enfase em disciplinas como Moral e Civismo.
Com o processo de redemocratização do Brasil, dado pela Constituição de 1988, ao se tratar do ensino temos que este deve ser universal, gratuito, dever do Estado e da família, onde União, Estados e Municípios respondem em regime de colaboração. Ao MEC como parte do Poder Executivo, cabe fazer cumprir as leis do ensino e determinações da Constituição. A União deve aplicar, anualmente, nunca menos de 18% e os Estados e Minicípios o mínimo de 25% da receita resultante de impostos e transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.
Importante ressaltar que no ano de 1995 foi criada a nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases), que seguiu a esteira neoliberal do Banco Mundial, uma concepção mercadológica da educação na qual centralizava ao MEC todos os problemas e soluções das escolas — proposta dada pelo Banco — na qual FHC, presidente da época acatou.
Devido a instabilidade econômica do país, volta da democracia e o fim da Guerra Fria, o Brasil atravessou uma grave crise de desemprego, desvalorização da moeda pela inflação, e como consequência, alta taxa de analfabetismo e evasão escolar. Somado a isso, o funcionamento de escolas particulares era livre, sendo assim, houve sucateamento da educação pública, formando novamente, uma divisão da sociedade em termos de ensino, onde a elite econômica e cultural se formava em escolas partculares e a massa trabalhadora em escolas públicas, assim como a desvalorização do professor, que contribuiu significativamente para desestúmulo da carreira e, indiretamente, a fuga de profissionais para outras áreas e a figura arranhada que o mesmo tem.


A bola da Copa testada pela Nasa


..."Para pesquisadores da agência espacial norte-americana (Nasa), que estudaram os detalhes aerodinâmicos da nossa ‘gorduchinha’ e explicaram os motivos de sua estabilidade, a Brazuca está por trás do aumento da média de gols do torneio. Será ela a bola das bolas?"...

..."Ah, e se alguém estranhou o fato de uma agência espacial estudar uma bola de futebol, basta considerar o recente crescimento do esporte nos Estados Unidos, a expertise da Nasa nos estudos de aerodinâmica e a popularidade da modalidade em todo o mundo, que a torna um excelente meio para a educação e a divulgação científicas. “A Copa do Mundo é uma ótima oportunidade para mostrar às pessoas a ciência aplicada a uma área muito próxima delas e para abordar conceitos de aerodinâmica com os estudantes, por exemplo”, conclui Mehta. "

Saiba a resposta aqui, no Ciência Hoje

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Geração Y sem preconceito




Na minha postagem anterior que pode ser lida aqui eu esclareci sobre a minha posição em relação a essa nova geração. Hoje me deparei com um site que se referia ao mesmo assunto e achei bem interessante, principalmente a frase:



“Se você já sabe o suficiente e está confortável com sua função no mundo. Bom, parabéns, você está oficialmente morto”.


Leia a reportagem toda no link


Bom proveito!

sábado, 21 de junho de 2014

Quem precisa de foco é o governo 2



Eu já tinha feito uma postagem sobre esse assunto e ela foi colocada em um site, que o texto encontra-se aqui. Meu pai, Isaias Edson Sidney, fez uma colocação sobre meu texto, via Facebook, que vale a pena ser transmitida:

 "A questão é mais, muito mais complexa do que isso. Esse tipo de raciocínio é muito raso e não leva a nada. Há muitas pontas soltas na solução do problema da educação, no Brasil. Não há, propriamente, falta de dinheiro, mas falta de gestão - não apenas pública - e de interesse em resolver os problemas. Há um problema crônico de relação "quantidade" (universalização do ensino) e "qualidade" (qualificação e valorização profissional) que é uma equação que não se resolve de forma tão fácil, como parece acreditar o pensamento do autor do artigo. Cito um exemplo: durante o governo de Luísa Erundina como prefeita de São Paulo, a escola pública municipal deu um salto qualitativo impressionante, que não se manteve no governo seguinte (acho que do Paulo Maluf). E pelo Brasil afora abundam exemplos de escolas que superam suas dificuldades e se tornam modelos através do esforço de seus gestores e professores. Com as mesmas verbas de que dispõem todas as outras escolas. Portanto, a melhoria do ensino passa, sim, pela capacidade gestora dos entes envolvidos e isso só se resolve através da cobrança séria da população a seus representantes; através do envolvimento de pais e alunos na cobrança a seus gestores imediatos; através da conscientização de que o cumprimento das políticas educacionais já adotadas tenham continuidade e não fiquem à mercê de visões estreitas de administradores; que as pessoas percebam que os políticos têm de tratar educação como política de Estado e não de governo. E educação não se resolve apenas com escola, mas também com amplas políticas de cultura, o que implica na adoção, pelo Estado, de medidas que incentivem a leitura, o teatro, as artes, os esportes, a música e todos os demais elementos constitutivos de uma sociedade menos injusta em seus aspectos sociais e econômicos. Portanto, não basta a melhoria de um único setor ou o aumento de investimentos nesse setor - no caso, a educação - mas na melhoria paulatina de todos os indicadores sociais, de forma integrada, constante, para que se construa uma civilização, um país com distribuição de renda, com trabalho para todos, menos violento e menos bárbaro. A Educação é "apenas" um tijolo no imenso desafio de romper uma tradição de quinhentos anos de uma visão elitista, colonialista e de um capitalismo selvagem que impregna o tecido social do Brasil e impede que se construam políticas duradouras voltadas realmente para o povo. Há que se ter, portanto, muito cuidado na discussão do que é realmente o melhor, porque facilmente as pessoas caem no pensamento raso de slogans e não percebem a profundidade e a amplitude do tema. E slogans e frases feitas geralmente escondem armadilhas de pensamento muito, muito conservador e, portanto, perigoso."