FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Um adentro sobre as eleições...cuidado ao ler!



Estamos numa época bem complicada e precisamos refletir muita no que lemos, principalmente quando são coisas referentes a grande mídia...

"Votar contra o PT não é votar contra a corrupção.
Se olharmos o número de candidaturas barradas pela Lei da Ficha Limpa em 2012 e agora encontramos o seguinte: 2,4% (de um total de 2.653) das candidaturas do PSDB foram barradas contra 1,2% (de um total de 3.096) das candidaturas do PT. Em números absolutos o PSDB só perde para o PMDB na colocação geral do número de candidatos com ficha suja, proporcionalmente é bem provável que fique no primeiro lugar.
Se há essa impressão de que o PT está mais vinculado com a corrupção do que o PSDB (ou qualquer outro partido), que hipótese melhor explica isso? Se não fosse mera impressão, mas fato, o PT não teria mais candidaturas com ficha suja? Por que a hipótese de que o PT é corrupto seria objetivamente melhor do que a hipótese de que há setores interessados em fazer o PT parecer pior do que é? Ou que a hipótese de que você (que é anti-PT) está apenas fazendo raciocínios tendenciosos, passionais, alimentados por alguma frustração vaga (ou não), por exemplo? O antipetismo pode ser compreensível, mas o mero ímpeto contra a corrupção não torna ele justificado. Ele esbarra nos fatos e se esfarela.
Além disso, a preocupação excessiva com a corrupção distorce o pensamento político. Achar que devemos guiar nossas decisões considerando somente “é corrupto” contra “não é corrupto” é como achar que devemos guiar nossas decisões sobre uma dieta adequada considerando somente “engorda” contra “não engorda”. O importante é ter primeiro uma noção clara do que seria a política desejável (ou a dieta adequada). Se os fins estão errados não vai adiantar discutir a qualidade dos meios. O antipetismo pode não só fazer ver corrupção onde não há como pode fazer pensar que a corrupção (ou a falta dela) é tudo que há para se ver. Portanto, não bastaria pensar que votar contra o PT é votar contra a corrupção, também seria preciso ter bons argumentos para votar contra as políticas que ainda norteiam o PT (o que não é tão fácil quando um ganhador do Nobel de Economia, Paul Krugman, diz que o Brasil está indo muito bem, por exemplo). Assim, é bem provável que o voto antipetista mais honesto seja o voto em branco, qualquer coisa diferente disso vai exigir razões que andam escassas.
“O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: pois cada um pensa estar tão bem provido dele, que mesmo aqueles mais difíceis de se satisfazerem com qualquer coisa não costumam desejar mais bom senso do que têm.” —Descartes (seria bom não ter que citá-lo em tom irônico, mas anda difícil)"

domingo, 28 de setembro de 2014

“Eu apoio a Educação Aberta”

O Projeto REA.br e a Comunidade REA Brasil atuam para levar a causa da Educação Aberta e dos Recursos Educacionais Abertos(REA) a estudantes, educadores, formadores, autores, escolas, universidades, editoras, políticos, governos, fundações e outros que compartilham a visão de uma educação inclusiva e acessível a todos.
Uma das maneiras de garantir o acesso à educação, a materiais de qualidade e permitir inovação metodológica é por meio de×Públicas que apoiem os REA e determinem que todo o investimento público na compra ou desenvolvimento de recursos educacionais deve dar preferência a REA.
O Estado, na execução de suas atribuições, deve agir para viabilizar o potencial de todos. Por essas razões, ao subvencionar a produção intelectual, destacadamente aquela voltada para promover o desenvolvimento de capacidades por meio da educação, o Estado deve garantir que o produto desse investimento possa ser aproveitado livremente por todos.
Neste sentido, o Projeto REA.br trabalha desde 2008 apoiando os decisores políticos na construção de políticas públicas e legislação que garantam o acesso aos recursos educacionais resultantes do investimento público direto e indireto.
Para saber mais, acessem o link: REA 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sorria! Você está sendo manipulado.




Estudando as tendências educacionais que, durante muito tempo critiquei por pura ignorância, pude notar uma tendência social e globalizada, mas quando me refiro ao social, não estou falando de um socialismo, pelo menos não de um sistema político e sim de uma preocupação pela sociedade, pelo mundo.

As teorias estudadas hoje mostram essa nova tendência aplicada à educação. Apesar de os autores seguidos serem de séculos anteriores, eles teorizaram e, de certa forma, previram os problemas gerados pelo sistema atual, o capitalismo. A meu ver, o problema não é o capitalismo em si, mas o que ele causou ao meio social e, como diz William Shakespeare: “Que época terrível é essa quando  idiotas dirigem cegos”. Segundo muitos desses autores, não foi o homem que fez o sistema, foi o sistema que fez o homem e este se adaptou a ele, da pior forma possível.

As críticas de diversos autores ao capitalismo, que serão citados ao final desse texto, assim como as respectivas bibliografias para pesquisa, foram a forma como a sociedade foi moldada e como vive escrava desse sistema. A princípio parece um exagero, mas, analisando a coisa de modo imparcial, vejo que não. Hoje, a sociedade moderna se resignou a viver num sistema que aliena, o espaço urbano passou a ser um cenário com muros, barreiras, fronteiras e o objetivo de tudo isso é o transporte de mercadorias, destruindo assim todos os recursos naturais do planeta. O homem moderno vive em casas ou apartamentos que se assemelham a jaulas e, o que é pior, pagam por isso. Passamos a vida acumulando mercadorias que, de acordo com os anúncios, nos trazem felicidade e a plenitude.
Hoje, ele, o sistema, detém os meios de comunicação e o cidadão vem-se alienando a tudo quanto é meio de comunicação. Essa história começou pelo rádio, depois a TV e hoje os computadores e celulares, nos afastando cada vez mais de nossos semelhantes, nos alienando cada vez mais, difundindo mensagens ditadas por ele. Um sistema que promove a desigualdade como critério de progresso, afinal, no sistema capitalista a fome nunca vai desaparecer, apenas nos acostumamos a ela.


Esgotamos os recursos, o lixo acumulado pelo descarte excessivo vem hipotecando nosso planeta, as empresas produzem e reproduzem cada vez mais e os mesmos que poluem, os donos dos meios de produção, se dizem os salvadores do planeta, fazendo com que os cidadãos se sintam responsáveis pela depredação do ambiente em que vivemos. Tentam nos convencer de que bastaria que nós, cidadãos, mudássemos a nossa maneira de agir e o mundo estaria salvo. Culpam-nos de continuarmos poluindo, mas nunca mudam o seu sistema de produção:  o que eles pregam é que bastaria mudar alguns detalhes (de parte do cidadão), mas na verdade eles, os verdadeiros responsáveis, não mudam e nada muda.
A sociedade moderna trabalha cada vez mais para comprar, a crédito, a nossa alienação. Poucos trabalham no que gostam, pois o que vale é o dinheiro. A medicina, hoje tão avançada, apenas nos cura, quando cura, os males que esse sistema nos impõe, mas não trata as causas, só as consequências. Para amenizar essas “dores” e nos dar conforto, necessitamos de um deus, mas ele se tornou nada mais e nada menos que um pedaço de papel, o deus hoje se tornou o dinheiro e em nome dele, o homem moderno estuda, trabalha e chega até a abrir mão de certos valores. O que esse novo deus prega é que quanto mais dinheiro, mais liberdade e, assim, serve-se e obedece-se a esse novo deus, tendo a ilusão da liberdade e da felicidade impostas pela nossa mídia e pelos senhores donos de produção. A nova sociedade se adaptou ao mundo tal como ele é e não se rebela, pois se conformou a isso. O verdadeiro criminoso é aquele que contribui consciente ou inconsciente para essa demência, o poder e o dinheiro.


Na forma de imagens é que essa alienação é mais forte. Como a mais direta e a mais eficaz  maneira de comunicação, ela pode ditar modelos, regras, condutas e moral, valores, ideias, felicidade, enfim, vender é a única coisa que importa. Para que haja uma mudança radical, precisamos mudar aquilo que nos aliena, a linguagem (comunicação dos meios).
Além da linguagem, é no poder do voto que o homem acredita que domina esse poder. Quando escolhe seus governantes, o cidadão acredita que está exercendo a democracia. A sociedade moderna acredita que existem diferenças ideológicas partidárias, pois nossos partidos dominantes, os que detêm o poder, são dominados pelo deus mercado. Enquanto os meios de comunicação divulgam debates fúteis, o cidadão acredita que existe democracia.
Democracia é definida pela participação massiva dos cidadãos nos problemas sociais. Ela é direta e participativa, através de assembleias, mas o que os parlamentares hoje fazem é limitar o poder do cidadão pelo próprio direito a voto, afinal os que estão sentados nas cadeiras parlamentares representam, isso sim, a classe dominante, seja ela direita ou esquerda. Com o direito ao voto, escolhemos a quem vamos servir, essa é a verdade, mas acabamos sendo cúmplices da minoria dominante que detém o poder e eles acabam nos esmagando. Afinal tudo gira em torno da compra, venda, produção, acúmulo e consumismo, tornando o nosso planeta uma simples mercadoria. Aqueles que o cidadão elege são uma minoria dominante que segue o deus mercado. O monopólio da aparência e eles, junto com a mídia, determinam o que é bom ou mau. A nossa democracia liberal não passa de totalitarismo.

A educação hoje tenta mudar essa imposição, estamos tentando passar por uma nova transição, que Hanna Arent chamou de pós modernismo. Recomendo a leitura. Precisamos ensinar nossas crianças e jovens a se libertar e, através dessa era tecnológica, se comunicar com os seus semelhantes. Libertar-se dessa mídia “massificante” e controladora e passar a ver o planeta como nosso lar e não apenas uma propriedade.


Bibliografia para leitura:
ADORNO, Theodor W. Educação e emancipação. “Educação – para quê?”, “A educação contra a barbárie” e “Educação e emancipação”).
ARENDT, Hannah. A crise na educação. Entre o passado e o futuro.
BALL, Stephen J. Intelectuais ou técnicos? O papel indispensável da teoria nos estudos educacionais. Políticas educacionais:questões e dilemas.
BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. Escritos de Educação.
CHARLOT, Bernard. A Mistificação Pedagógica: realidades sociais e processos ideológicos na teoria da Educação.
DURKHEIM, Emile. Educação e Sociologia. 
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão,
YOUNG, Michael. Para que servem as escolas. Educação e Sociedade,  Disponível emhttp://www.scielo.br/pdf/es/v28n101/a0228101.pdf
MESZAROS, Istvan. A educação para além do capital.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Subjectividade, Cidadania e Emancipação . Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade. 

domingo, 13 de julho de 2014

O vexame do Brasil...e dos brasileiros



Eu estava me poupando de falar do vexame da seleção. Assim como muitos brasileiros, estou muito triste e mais triste ainda por um povo continuar dando mais valor ao futebol do que a qualquer outra coisa, principalmente à educação brasileira e à política. Fico perplexa com alguns comentários compartilhados na internet, muitas teorias a respeito da derrota da seleção e o povo continua sendo manipulado por repórteres partidários. A seleção perdeu o futebol, mas o Brasil perde em muito mais coisas do que uma simples copa. O Brasil carece de educação, de conscientização política para que comecemos a parar de sermos manipulados por teorias e mais teorias conspiratórias.

No Brasil, falta patriotismo, ética, educação, conscientização e todo o resto é a consequência de tudo isso, pois não adianta exigirmos saúde de qualidade, segurança, escolas etc., se não aprendemos a votar e se não cobramos de nossa mídia a ética. O brasileiro é o único que tem a capacidade de vaiar um presidente da república (uma autoridade) em plena Copa do Mundo e na frente do mundo inteiro. O pior é que muitos acharam isso bonito. Vaiar uma autoridade que, concorde ou não, merece respeito, é bonito? Não, o que o Brasil mostrou nessa Copa foi que além de sermos ruins de futebol, somos ruins de educação e falta de bom senso ao lidarmos com hierarquia, não temos noção, educação. Isso é o que estamos colhendo durante anos e anos de descaso do governo com relação à nossa educação e não me refiro a 10, 20 ou 30 anos, mas a muito mais.

O pior de tudo são os repórteres, que se julgam inteligentes e “bem educados” não só aplaudindo essas atitudes como semeando mais  deseducação e discórdia. Entendam que, em nenhum momento, me referi a esse ou aquele partido, porque afinal não acredito em nenhum. Enquanto todo um sistema não for mudado, continuaremos “chovendo no molhado”. O nosso sistema foi corrompido durante todos esses anos de descaso na educação e essa oposição somos nós.
Agora é hora de o brasileiro acordar e perceber que futebol é importante, mas uma educação de qualidade que fará o país melhorar, não só no PIB (Produto Interno Bruto), mas nos índices de educação e que ela merece todo o respeito para que um dia possamos aplaudir o presidente, seja ele quem for, pois afinal estará fazendo algo por nós, que é isso que deveria fazer, pois vaiar apenas só mostra o nosso baixo nível cultural. A situação tem que ser mudada no voto consciente não com esse tipo de manifestação, inclusive as violentas. Quer mais saúde, educação, segurança, honestidade  etc.? Aprenda a votar, aprenda política, seja crítico e exerça a democracia, o resto é conversa fiada. Cobre ética de todos e seja ético. Cobre honestidade, mas seja honesto. Cobre educação, mas seja educado.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Introdução sobre educação - um texto de Douglas Benício



Considerações sobre PL 6840/2013 — Reformulação do Ensino Médio

Parte 1 — História da Educação Brasileira e sua influência nos tempos atuais

A educação no Brasil tem uma história peculiar, caracterizada pela dicotomia Estado-escola, que até então era de domínio da Companhia de Jesus (os Jesuítas), que primavam pela transferência de conhecimentos apenas para os brancos europeus da população colonial, sendo esta negada para negros, índios e mulatos, sendo que no caso destes últimos os jesuítas tiveram que ceder por receberem subsídios do Estado. Em outras palavras, exclusão.
Dando um salto até a Era Vargas, tivemos neste período reformas educacionais mais modernas devido a emergência da urbanização brasileira e o surgimento do parque industrial brasileiro. Nesta época foi feita a Reforma Francisco Campos (1931), que conferiu aumento dos anos de estudos no curso secundário, seriação de currículos, imposição de um trabalho de avaliação discente. Medidas que procuravam entrar em sintonia com a sociedade capitalista que se consolidara no país.

O ensino secundário teve aumento de dois anos, passando de cinco para sete anos, como também foi organizado em ciclos, sendo o fundamental (ensino comum e de formação geral) e o complementar (para quem quisesse ingressar em cursos superiores). Interessante notar que, neste último havia uma série de opções, como por exemplo, para quem quisesse cursar Direito, iria estudar com foco maior em área de ciências humanas. Estudiosos afirmam que esta parte da Reforma Campos estava muito alinhada com as modernizações da Europa, e de certo modo contribui para a elitização do ensino devido a conjuntura da vida brasileira. Retirado doartigo de Norberto Dellabrida, publicado em 2009 na Revista Educação da PUCRS, temos que “ […] Francisco Campos liderou uma reforma do ensino primário e normal a partir dos princípios e dos métodos da Escola Nova. […] A Reforma Francisco Campos redefiniu, em primeiro lugar, os saberes a serem ensinados nos colégios de ensino secundário, fortalecendo as Ciências Físicas e Naturais, o que também expressa uma perspectiva burguesa” onde segundo o autor, partia-se da educação integral — intelectual, física, patriótica — e práticas disciplinares para disciplinamento e autorregulação.
Em 1942 surgiu a Reforma Capanema, na qual surgiu a Lei Orgânica do Ensino Industrial e a Lei Orgânica do Ensino Secundário, assim como o surgimento do SENAI. O curso secundário se dividia de modo que o ensino seguia ordem hierárquica onde o primário se destinava ao ensino agrícola, o secundário para o ensino industrial (que mantinha sérios vínculos com educação de países fascistas), e o terciário, que preparava para o comércio. Vale ressaltar que durante esta reforma, houve uma ênfase dada ao ensino de disciplinas de ciências humanas, devido ao apoio recebido de Vargas da Igreja Católica em troca de apoio da mesma ao governo em camadas populares. Tal ênfase se explica pelo fato de que estas disciplinas eram ensinadas às elites pelos Jesuítas, sendo que as massas teriam acesso ao ensino menos prestigiado como agrícola, industrial e comercial. Logo, a educação de massas nunca formou o sujeito político, mas o operário que não sabia questionar.
O ensino industrial, como o nome já nos induz, levava a formar o cidadão para o trabalho, enquanto o ensino secundário visava moldar o indivíduo com princípios éticos e morais.
Este ensino dual foi responsável por deixar marcas no país que perduram até os dias atuais, como por exemplo a divisão da sociedade em classes, na qual a dominante perpetuou no Brasil até os dias de hoje, que formaram a elite econômica e intelectual, chamada por muitos de Elite Branca. A escola foi um objeto onde suas políticas foram formuladas por estes para servir seus interesses, segundo Demerval Saviani.
Com o surgimento da Ditadura Militar em 1964, houve mudanças como a criação dos exames vestibulares e o enfoque de formação dado ao ensino tecnicista com ajuda da USAID (United States Agency for International Development), que com financiamentos da Casa Branca e órgãos americanos, formulavam kit experimentais de ciência na época da Guerra Fria. Disciplinas humanas como filosofia, história e geografia, ou foram extintas ou foram aglutinadas, dando origem e enfase em disciplinas como Moral e Civismo.
Com o processo de redemocratização do Brasil, dado pela Constituição de 1988, ao se tratar do ensino temos que este deve ser universal, gratuito, dever do Estado e da família, onde União, Estados e Municípios respondem em regime de colaboração. Ao MEC como parte do Poder Executivo, cabe fazer cumprir as leis do ensino e determinações da Constituição. A União deve aplicar, anualmente, nunca menos de 18% e os Estados e Minicípios o mínimo de 25% da receita resultante de impostos e transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.
Importante ressaltar que no ano de 1995 foi criada a nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases), que seguiu a esteira neoliberal do Banco Mundial, uma concepção mercadológica da educação na qual centralizava ao MEC todos os problemas e soluções das escolas — proposta dada pelo Banco — na qual FHC, presidente da época acatou.
Devido a instabilidade econômica do país, volta da democracia e o fim da Guerra Fria, o Brasil atravessou uma grave crise de desemprego, desvalorização da moeda pela inflação, e como consequência, alta taxa de analfabetismo e evasão escolar. Somado a isso, o funcionamento de escolas particulares era livre, sendo assim, houve sucateamento da educação pública, formando novamente, uma divisão da sociedade em termos de ensino, onde a elite econômica e cultural se formava em escolas partculares e a massa trabalhadora em escolas públicas, assim como a desvalorização do professor, que contribuiu significativamente para desestúmulo da carreira e, indiretamente, a fuga de profissionais para outras áreas e a figura arranhada que o mesmo tem.