FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

GT USP Escola - Venha participar!




Nesse sábado teremos uma reunião com Ítalo Dutra, um dos coordenadores da Comissão de Articulação, Mobilização e Infraestrutura do MEC, para discutirmos a Base Nacional Comum entre outras coisas. 
A reunião será no Instituto de Física da USP, ala Central, sala 211.
Todos estão convidados a participar dessa reunião, que é de suma importância para a educação do país.

Se não puder comparecer participe on line com a nova página criada: Dialoga Brasil. Reforçando: A sua participação é muito importante 


Acessem o link do Dialoga Brasil clicando aqui

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Um resumo sobre a Comissão de Educação - Reformulação do Ensino Médio

No dia 07/07/2015, houve uma comissão de educação para reformulação do ensino médio, um tema bastante polêmico que vem sendo discutido há muito tempo, mas nada sendo feito e o resultado disso são os índices piorando a cada ano. Aliás, houve melhoras, mas são irrelevantes perto dos números baixos já apresentados.


 Quem presidiu a comissão foi a deputada do DEM – TO Dorinha Seabra Rozende. Quem abriu o discurso foi a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Bárbara Melo, que depois teve que se ausentar por causa de outro compromisso.
A primeira crítica dela foi a respeito do horário, diz que sete horas é muito cedo, e a forma que a escola se comporta quando o aluno chega atrasado, não deixando entrar. Bom, quanto ao horário, não vejo problemas nisso, afinal eles (alunos e alunas) terão horários a serem cumpridos em seus futuros empregos e quanto à escola proibir o aluno de entrar quando chega atrasado, há muitos pontos a serem levados em consideração. Obviamente o aluno pode chegar atrasado, desde que isso não seja frequente, isso cabe em cada regra de cada escola, mas vamos entender que na profissão que ele seguir não poderá chegar atrasado, concorda? A função da escola não é educar para a vida? Então, regras fazem parte da vida e devem ser cumpridas, a intolerância deve ser combatida, obviamente, mas não permitindo tudo sempre. Que espécie de adolescente e futuro trabalhador estaremos formando se formos permissivos sempre? Tudo deve ser dosado.

Ela diz que a escola reproduz preconceitos e não deveria. Concordo plenamente! Mas isso já está sendo feito, mas mais do que contar com a escola temos que contar com a sociedade e, mais ainda, com a mídia. Há políticas trabalhando nisso, tudo é uma questão de tempo.
Quanto à conexão entre as matérias, também concordo, mais do que isso, os professores devem ser devidamente preparados para essa interdisciplinaridade e ela deve acontecer, aliás, passou da hora.
Com relação ao celular em sala de aula, antes de tudo, os professores devem ser, novamente, preparados para lidar com essa nova tecnologia e mais importante, tem que haver a mudança de uma cultura, Claro que a escola também deve ser preparada, já que professor sozinho não consegue competir com a tecnologia se não estiver muito bem preparado e amparado pela escola.
A verba da escola deve ser, antes de mais nada, fiscalizada, bem investida, não adianta ter mais verba e investir em tablets para os alunos, por exemplo, não que isso não seja válido, é muito, mas precisamos preparar a escola (corpo docente e discente) para essas novas tecnologias. Todos os comentários dela foram bem importantes e relevantes.
A comissão foi composta de cinco mesas, cada mesa com cinco membros de diversos orgãos:
1 – Tema Central: Organização curricular e base nacional comum.
2 – Jornada escolar ampliada e condições de oferta para o ensino médio.
3 – Instrumentos de avaliação do Ensino Médio
4 – Formação de professores e gestores
5 – Integração do ensino médio com a educação profissional.

Wilson Filho (PTB-PB) e membro da Coordenadoria Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) http://www.conseg.sp.gov.br/, enviou um relatório com algumas metas que a comissão entendeu que ainda não era possível de alcançar em tão pouco espaço de tempo, como o ensino integral em 10 anos e 50% de todos os adolescentes na escola em mais 10 anos.
Quanto ao primeiro, tenho minhas ressalvas, apesar de ser uma boa medida, mas muita coisa ainda deve ser pensada e isso será novamente comentado mais adiante.
Ele conseguiu algumas conquistas, como transformar o ENEM como parte do currículo e o terceiro ano do ensino médio enfatizando o que o aluno quer aprender.
José Fernandes Lima do Conselho Nacional de Educação enfatiza pontos muito importantes. O primeiro questionamento que faz está relacionado com a escolha de conteúdos que ele diz ter que estar de acordo com os interesses da sociedade e pergunta: Educação é para quem? Para quê? E como?

Na Constituição constam as duas primeiras indagações. Para quê? Para o desenvolvimento pleno, o exercício da cidadania e o desenvolvimento do trabalho. Para que? A resposta encontra-se no artigo 3° da mesma, para construir uma sociedade justa e ele chama a atenção para um item que o cidadão brasileiro deve levar em consideração: O ENSINO MÉDIO É UM DIREITO, é a etapa final da educação básica para desempenhar o exercício de cidadania e o desempenho para o trabalho, como já foi dito acima, ou seja, é para todos e não pode ter diferenças entre pobres ou ricos.
É o que acontece?
Ele faz diversos questionamentos que valem a pena ser  comentados.  Um deles - que venho enfatizando sempre - é se o currículo funcionasse realmente, se fosse aplicado,  o ensino médio estaria muito melhor. E é verdade, afinal, como ele mesmo fala, se o piso não é pago e se temos poucas escolas com laboratórios de ciências, por exemplo, como queremos que o ensino seja de qualidade? E completa, O Plano Nacional de Educação (PNE), não pode se limitar aos conteúdos, tem que ser apenas um pano de fundo.

Logo depois, Eduardo Dechamps, presidente do Conselho Nacional de Secretários da Educação (CONSED), defende a formação de professores e diz que o ensino médio sozinho não resolve, deve-se ter um olhar para o fundamental II, pois ele está abandonado e também defende um currículo mais genérico. Os estados devem definir suas propostas e ressalta que a Base Nacional Comum (BNC) não pode ser engessada, mas que seja a essência para que o Brasil garanta o que seja ensinado como um todo, em todos os estados. Além disso, defende uma maior autonomia dos professores e, para isso, uma melhor formação e preparação.
Ítalo Dutra, diretor de currículo do Ministério da Educação e Cultura (MEC) faz muitas considerações importantes sobre para que serve o BNC e também defende uma maior autonomia do professor. Ressalta que, até setembro, haverá um canal aberto com a comunidade para que opinem nas considerações finais a respeito do currículo e, até setembro, será entregue um documento preliminar.

Um dos comentários que mais me chamou atenção foi o do deputado Reginaldo Lopes – PT – MG, entre vários, pois o discurso dele vale a pena ser visto também. Ele diz que o currículo, atualmente, “fala de tudo mas não ensina quase nada”, o que é verdade e ele pede ao MEC que dê conta de controlar o Mangabeira Unger, o Ministro de Assuntos Estratégicos, para entender melhor essa história (veja o vídeo no final).

Após os comentários individuais, começam as mesas e só ressaltarei comentários que achei relevantes, como o do Ismar Barbosa Cruz do Tribunal de Contas da União. Ele enfatiza a valorização de professores e gestores, os financiamentos e o déficit de professores, principalmente de física, química, sociologia e filosofia. Aponta os números que valem a pena ser vistos e chama a atenção à discrepância entre os valores informados entre a Secretaria do Tesouro Nacional e o Centro Integrado de Operações (Ciop), em 2011, com uma diferença de 19 bilhões entre um dado e outro e, em 2012, 13 bilhões, ou seja, falta fiscalização. Além disso, chama a atenção do MEC para apresentar medidas de avaliações por escola, uma falta de regulamentação de um padrão mínimo e medidas de recursos ideais.

Wisley João Pereira, da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, fala o que todos os gestores escolares e professores, acredito, desejariam, ele diz que precisam parar com a teoria e irem para a prática e chama a atenção para fatos que, visivelmente, desconhecem ou insistem em ignorar. Para que se tenha uma jornada ampliada, no ensino integral, tem que haver uma infraestrutura, não é só aula, “precisamos de coragem para deixar o discurso e ir para a prática, as condições atuais são contrárias às jornadas ampliadas”. Segundo ele, o que seria mais importante, antes de mexer no currículo, é o déficit de professores e a formação dos professores. Um detalhe, ele é professor de física e fecha com chave de ouro as minhas considerações sobre a comissão feita.

Não terminou com ele, mas eu termino por aqui, porque o restante deve ser visto e analisado, pois houve muitos comentários que eu posso não ter levado em conta, mas que foram tão importantes quanto esses que enfatizei. Acessem o vídeo abaixo, pois vale a pena ver os detalhes do que foi discutido.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

O circo a física com todas as disciplinas dentro do currículo do estado

Projeto: O circo

Introdução:
A educação básica tem por finalidade, segundo o artigo 22 da LDB, “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.Todas as atividades da escola são curriculares, por isso temos que romper essa dissociação entre cultura e conhecimento e o circo proporciona tanto essa cultura quanto, em trabalho conjunto, o conhecimento. O currículo em si é um espaço de cultura.  A proposta de se trabalhar com projetos é proporcionar um ambiente favorável para o saber, por isso fiz questão de englobar todas as disciplinas referentes ao primeiro ano do Ensino Médio e, mais precisamente, incorporei ao projeto as propostas curriculares de todas as matérias do final do primeiro bimestre e começo do segundo.
A interdisciplinaridade faz parte do currículo oficial do estado, incluindo uma educação à altura dos desafios contemporâneos, ou seja, a construção da identidade, da autonomia e da liberdade como criadores de conteúdos dentro de um conceito abrangente. Com a nova proposta de uma escola que também aprende, onde os professores e gestores passam a ser agentes formadores, os que estimulam ações de uma construção coletiva, nada mais de acordo com essa ideia  do que a incorporação de, neste caso, uma ferramenta tão rica quanto o circo.
As competências farão parte desse projeto, como veremos a seguir:
Arte: O currículo do primeiro bimestre do primeiro ano contempla o circo, artes circenses; circo tradicional; circo contemporâneo; palhaço/clow e a tradição cômica; folia de reis; palhaços de hospital e pré-projetos de intervenção na escola.
Criação de um circo envolvendo:

1.       Português:
-Compreensão e discussão oral
 -A oralidade nos textos escritos
-Expressão oral e tomada de turno
 -Discussão de pontos de vista em textos literários
As diferentes mídias, principalmente na criação de textos para apresentação dos palhaços, ou mesmo do apresentador, propagandas de rádio, televisão etc. O mural escolar como espaço de expressão e informação, colocando as apresentações nos murais e desenvolvendo a criatividade. A Literatura na sociedade atual, através de textos desenvolvidos e difundidos no espaço do circo criado.

  Filosofia
‐ Imagem crítica da Filosofia.
 ‐ O intelecto: empirismo e criticismo.
‐ História da Filosofia: instrumentos de pesquisa.
 ‐ Áreas da Filosofia.
A existencialidade de um palhaço, a ambigüidade de seus sentimentos, tristeza e alegria, sombra e luz, graça e desgraça. História de um palhaço triste. Jogral de texto filosófico com uma explanação crítica sobre o Panem etc Circenses (Pão e Circo) moderno e pós moderno, associando-o com o Coliseu Romano onde o povo, com seu fascínio pelos gladiadores e feras, permaneciam mentalmente anestesiados. A realidade hoje é a mesma, pois hoje, vivemos a realidade do “Coliseu Eletrônico”, vivemos a “Sociedade do espetáculo”. Tudo vira show e a própria religião entra no esquema.

Sociologia:
-O que permite ao aluno viver em sociedade?
 ‐ A inserção em grupos sociais: família, escola, vizinhança, trabalho.  
‐ Relações e interações sociais.
 ‐ Socialização.
O homem como ser social em diferentes realidades, pois um circo migra para diferentes culturas e lugares; portanto, pode-se contar a história de cada uma delas, com pesquisas feitas pelos alunos.



https://mceciliamaciel.wordpress.com/category/circo/



3.       Química:
-Transformações químicas no dia a dia: a) evidências; b) tempo envolvido; c) energia envolvida; d) reversibilidade.
-Reagentes, produtos e suas propriedades: a) caracterização de substâncias que constituem os reagentes e produtos das transformações em termos de suas propriedades; b) Separação e identificação das substâncias
Transformações químicas feitas nas mágicas.

      Matemática:
-Funções
-Relação entre duas grandezas.
- Proporcionalidades: direta, inversa, direta com o quadrado.
-Função de 1º grau.
-Função de 2º grau.
Desde sua construção e montagem,  o circo e os cenários englobam conteúdos geométricos e matemáticos, com o uso de funções, como também os jogos apresentados no circo que podem conter estruturas matemáticas.
http://www.maisequilibrio.com.br/fitness/a-alegria-do-circo-e-a-atividade-fisica-3-1-2-161.html

     Física:
-Quantidade de movimento linear: variação e conservação
-Leis de Newton
Movimentos, velocidades, aceleração, quantidade de movimento e conservação fazem parte de tudo o que se movimenta dentro de um circo, desde malabaristas, dançarinas, trapezistas etc. e as leis de Newton completam esse contexto.

6.       Geografia:
-Geopolítica do mundo contemporâneo
-A nova desordem mundial
-Conflitos regionais
-Os sentidos da globalização
- A aceleração dos fluxos
-Um mundo em rede
Os conflitos contados em histórias criadas para os palhaços e a representação da globalização contada de forma engraçada e criativa.
http://www.vidacandanga.com.br/noticias/circo-khronos-no-boulevard-shopping/


7     Educação Física:
-Esporte
-Modalidade individual: atletismo, ginástica artística ou ginástica rítmica
– A importância das técnicas e táticas no desempenho esportivo e na apreciação do espetáculo esportivo
 Incluem trapézio, báscula russa, mastro chinês, monociclo, perna-de-pau, tecido etc.
·        Modalidades sem materiais (corporais): acrobacias, contorcionismo, palhaço, mímica, malabares, acrobacias, contorcionismo.  Dança, ginástica, movimentos fazem parte do conteúdo apresentado no primeiro ano.
http://www.fef.unicamp.br/fef/sicirco

     História:
-A Civilização Romana e as migrações bárbaras
-Império Bizantino e o mundo árabe
-Os Francos e o Império de Carlos Magno
Grécia antiga: as paradas de mão e as apresentações de força e de equilíbrio eram praticadas nos jogos.
Em Roma, surgiu o Circo Máximo, que foi destruído em um incêndio. No mesmo local, foi construído o Coliseu, onde inicialmente eram apresentadas excentricidades. Entre 54 e 68 d.C., o Coliseu passou a ser palco de espetáculos violentos, como a perseguição aos cristãos, descaracterizando as artes circenses. A civilização grega e o circo, as arenas, a reconstrução da época. Alegria e cidadania.

Biologia:
Equilíbrio dinâmico de populações
-Relações de cooperação e competição entre os seres vivos
-Densidade e crescimento da população
-Mudança nos padrões de produção e de consumo
Relações de competição e de cooperação que fazem parte de uma comunidade e o circo representam essa comunidade, a cooperação e a competição; dentro do contexto social, as mudanças de padrões e de consumo podem caracterizar a impopularidade atual do circo, com exceção de algumas grandes produções circenses.

Inglês:
-Texto informativo (o uso de tempos verbais, conjunções e preposições)
-Produção: folheto com programa de intercâmbio para alunos estrangeiros que desejam estudar no Brasil
Criação de panfletos e divulgação do circo em língua inglesa.   
http://www.portalaz.com.br/noticia/municipios/244404_teresina_e_so_alegria_circo_de_moscou_no_gelo_um_espetaculo_de_arte.html





Conclusão:

Como o próprio currículo contempla a prioridade para a competência escrita, os textos, tanto em seu aspecto formal (poema, prosa, teatro) quanto em seu aspecto conteudístico (ciência, cultura, narração etc) farão parte da construção de todo o cenário, enfatizarão os atos de leitura e pesquisa em todas as disciplinas. Vale insistir que o currículo hoje não contempla uma maior quantidade de ensino, mas uma melhor qualidade e nada melhor do que a interdisciplinaridade e as relações humanas, tanto de aluno/aluno quanto professor/aluno. 

domingo, 14 de junho de 2015

E a greve (furada) e os sindicatos



Na internet, mais precisamente nas páginas sociais, leio muitas coisas que fico indignada e o meu impulso é responder automaticamente a tudo o que leio, principalmente quando não concordo com o que pensam e na maioria das vezes peco entre o bom senso e o impulso, acabo respondendo, mas o que adianta? Nada. As pessoas não vão deixar de pensar dessa forma, por mais errado que acreditemos que está, mas só pelo fato de estar expondo suas idéias, pode ser que naquele momento o outro não concorde, mas que um dia venha a concordar, ou não! Bom, enfim... sobre a greve... Essa é a minha opinião e gostaria muito que desse a sua opinião a respeito, porque ficar reclamando é o que mais se tem feito e nunca chegamos a lugar nenhum.  

Em primeiro lugar, tenho alguns questionamentos, que gostaria que se alguém tivesse disposto, para elucidá-los e, se possível, que até a presidente da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha ( Bebel) respondesse. Porque não gostaria de estar cometendo uma injustiça.
Na minha opinião essa greve veio em má hora e o meu primeiro questionamento é: Por que isso não foi feito antes das eleições? Por que deixaram o PSDB ganhar, da forma que ganhou, e não fizeram nenhuma manifestação ou pronunciamento a respeito?

Educação nunca foi prioridade de um país e também não “mexe” com a sua economia, logo, greve de professores não chega a ser algo significante, não que eu concorde com isso, mas o país é capitalista e quem manda é o dinheiro, odeio admitir isso, mas é a mais pura verdade. Por que insistir na greve? Por que permitir que professores fiquem cada vez mais desunidos, desmotivados e desvalorizados?
Os sindicatos, que deveriam estar lutando por uma mesma causa (bem da educação e dos professores) estão desunidos, e qual o motivo dessa falta de união?

Acredito que temos que mudar a estratégia de luta, já disse antes que, apesar de não concordar, vivemos num país regido pelo dinheiro, logo, ninguém paga um funcionário que não produz, concorda? Sei que esse discurso é horrível e me sinto muito mal por estar colocando ele aqui, porque estarei indo de encontro a um discurso que, para quem segue meus pensamentos, sabe que abomino, mas é verdade! Precisamos recuperar a auto estima do professor, ganhar a população, colocá-los a nosso favor, despertar o interesse dos nossos alunos e a admiração também e para que isso comece temos que elevar esses índices.


Professores, temos a sociedade em nossas mãos, os futuros eleitores de um país, precisamos virar esse jogo e, a meu ver, não será com greve, sem o apoio dos pais, da mídia e da sociedade em geral que vamos conseguir. Temos que exigir do governo a benfeitoria do aluno, para que ele entenda que nos preocupamos com a sua educação, com a educação dos filhos dos outros e de uma sociedade, depois, começamos a exigir o retorno disso, um aumento, e que seja gradual, porque nenhuma economia de nenhum país vai conseguir aumentar salário em porcentagens exorbitantes, é justo? Claro que não! Eu gostaria de ganhar 75% de aumento, mas não é viável e nem precisa entender de administração ou economia para saber isso. Não se monta uma estrutura em 90 dias depois de anos de abandono e definhamento, pois a educação desse país vem definhando a, pelo menos, 20 anos. Tudo tem que ser feito com muita paciência. E por que, mesmo sabendo disso, insistiu nesse número? Aonde queria chegar?

O outro passo é tentar uma união entre os sindicatos, que talvez seja o passo mais difícil, porque hoje eles não tem interesses comuns, mas políticos e este está muito além dos interesses dos professores. Para resumir, nada é fácil, nada será fácil, mas a mudança de estratégia nesse momento se faz necessária. Fiquei muito triste por ver meus colegas derrotados. E derrotados sim, dona Bebel!!! Passou da hora de admitir a derrota e mudar a estratégia porque o que está fazendo é cruel com a nossa classe. Culpar o outro é sempre mais fácil, não é mesmo? Mas, todos estamos cansados de saber a culpa do governo nessa história toda, agora é hora de assumirmos a nossa parcela de culpa e mudar os planos. Já chegou no limite!


Há rumores de que Alckmin será candidato a presidente, vamos continuar fazendo as mesmas coisas e errando ou vamos repensar estratégias para impedir isso?

domingo, 31 de maio de 2015

Não monte um laboratório, monte uma igreja científica




Como se não bastasse o descaso com a educação, o Brasil consegue agir ainda pior com a ciência, isso é claramente evidenciado pelo número de cientistas que temos aqui e como nossa ciência é avançada (Só que não).



"Que o Brasil não gosta de ciência não é novidade, vide a proporção cientistas/videntes nos programas vespertinos. Nossos museus vivem caindo aos pedaços, pessoas batem palmas pra escolas que trocam evolução por criacionismo no currículo e se um sujeito quer ser levado a sério, melhor ignorar a apropriação cultural, colocar um turbante e se passar por paranormal."


No site Meio Bit compartilho uma reportagem/critica bem interessante a respeito. Acessem aqui