FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A decadência do ensino público de São Paulo… em 1945





Eu arrumaria esse título para: A decadência da escola pública desde 1945, afinal a atual situação melhorou pouca coisa. Sem falar que a situação dos professores foi piorando ano após ano. Então antes de criticarem alunos e professores verifiquem a história da educação do país, desde quando começou a decair a qualidade de ensino o motivo.
Dizer que a educação era melhor na época da ditadura é um "tapa na cara" de todos os que lutam, como eu, por uma educação pública de qualidade, assim como acreditar que a privatização é o caminho. Não se enganem, leiam, reflitam a história.



Vocês podem observar os prédios da época de 1945 nesse link que é um dossiê da situação das escolas públicas na época. Melhoramos sim, bem pouco em relação a demanda.

E para complementar seu conhecimento uma coletânea completa em vídeos da Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire. Aproveite:

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - PAULO FREIRE

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sobre a greve na USP- o que não é divulgado pela mídia



O sucateamento da USP, a meu ver, para a privatização, já começou, ainda bem que os docentes e funcionários não estão tão desvalorizados e desmotivados como os da escola pública. Seguem o link para os documentos

"Porém, fechada em seu bunker, a reitoria, que tem pregado o diálogo por meio de mensagens eletrônicas e videos, negou-se a receber os docentes e em lugar disso acionou a segurança do prédio e uma viatura da PM se posicionou em frente ao local..."
Os docentes estão sendo tratados como marginais...
Leia íntegra em:

Essas são as reivindicações dos estudantes:

Os estudantes de física da Universidade de São Paulo deliberaram a continuidade da greve em assembleia no dia 15 de junho de 2016. As pautas estão a seguir sem ordem predefinida:

EIXOS:
. Garantia da autonomia dos espaços estudantis
. Não punição e não retaliação de estudantes em greve
. Abertura das salas para atividade discente
. Semana política no IFUSP
. Abertura de contas e mais transparência
. Devolução dos blocos K e L
. Por cotas raciais e sociais
. Manutenção do Hospital Universitário, das creches e da Escola de Aplicação
. Contra cortes e por reajuste e ampliação de bolsas

BANDEIRAS:
. Defesa da educação pública de qualidade
. Política real de permanência na universidade
. Estrutura de poder democrática na universidade, com paridade entre categorias
. Descentralização do poder do reitor
. Contra repressões ao movimento estudantil
. Não ao assédio moral e por mais segurança às mulheres na USP
. Reconstituição do Ministério da Ciência e Tecnologia
. Sistema legal de fim de danos
. Contra o fim do RDIDP

Atenciosamente,
Comando de Greve de Estudantes do IFUSP

Comentário da ProfessorAnne L. Scarinci  
"Comento:
Sob justificativa de falta de verbas, os estudantes estão perdendo seus espaços historicamente conquistados, tal como o CEFISMA (centro acadêmico da física), e os programas de incentivo à permanência estudantil (tal como as creches e a residência estudantil) estão sendo cortados.
Além disso, não há uma política de cotas na USP, embora essa discussão ocorra há muitos anos. Ninguém se mexe para dar um encaminhamento a essa reivindicação. 
Por fim, os estudantes sentem que a universidade está sendo sucateada, com o fechamento dos hospitais e da escola de aplicação.
Há um discurso sendo veiculado de que "o pobre está pagando para o rico estudar", e de que isso justificaria a cobrança de mensalidades na USP. Mas na verdade a maioria dos alunos USP são de uma classe média que faz muito sacrifício para manter seus filhos estudando e fora de casa (pois muitos alunos vêm de outras cidades ou estados). O rico brasileiro só faz USP se quer fazer medicina ou direito. A maior parte dos muito ricos faz Mackenzie, FAAP ou vai estudar fora do país. 
Há tb um discurso de que aluno da USP é maconheiro. Sinceramente! Como uma universidade conseguiria se manter no ranking das melhores mundiais se os alunos não fossem igualmente excelentes?
Por fim, os funcionários reclamam por uma pauta parecida com a dos estudantes: não sucateamento da universidade.
"A reitoria da USP diz que não tem dinheiro para os reajustes salarial e dos benefícios sociais dos seus trabalhadores, não tem dinheiro para contratar médicos e funcionários para o HU, HRAC/Bauru e Centros de Saúde e diz não ser obrigada a manter a permanência estudantil e outros serviços como as Creches e contratação de professores para a Escola de Aplicação, mas tem dinheiro para exageros desnecessários."
A pauta de reivindicações é grande porque faz tempo que algumas dessas necessidades estão colocadas e não estão sendo sequer discutidas.
Por exemplo, o item 17 da pauta diz: "17. Pagamento do adicional de periculosidade aos funcionários da EACH."
O que ocorre é que o governo estadual fez um acordo ilícito com indústrias, que despejaram terra contaminada por ocasião do aterro para a construção do campus da USP-LESTE. Ao todo, parece que foram 5.000 caminhões com lixo tóxico despejados no aterro, o que teria um custo para as empresas, de descontaminação, de 1 milhão de reais (à época) por caminhão. O processo deu em pizza (apesar de laudos positivos de contaminação múltipla do local, feitos por diversos órgãos oficiais). Mas a terra contaminada continua lá, onde os funcionários estão trabalhando..."

Estão tratando os professores das universidades estaduais exatamente como trataram os professores de escola pública durante todos esses anos. Eu só espero que daqui a alguns anos não aconteça o mesmo que aconteceu com o ensino público.

domingo, 10 de abril de 2016

União e Boicote ao SARESP



Depois da declaração do secretário da educação, percebemos muito bem a intenção do estado com a educação: Privatizá-la. E a estratégia é deteriorar cada vez mais o ensino público para que isso aconteça o mais rápido possível, como pode ler aqui.
Sabemos todas as mazelas que nós professores temos passado durante todos esses anos de governo tucano, este ano eles conseguiram superar todas as maldades com os professores e com a educação do estado de SP. Os professores vêm há anos tentando reivindicar condições mais dignas, porém sem sucesso, foram greves e mais greves, onde além de várias derrotas ou pequeninas conquistas, foi desunindo a classe mais e mais, sendo que já se encontra dividida em várias categorias, propositalmente, para desunir a classe.
Com tudo isso, penso que está na hora de uma vingança e, como diz o velho ditado, “vingança é um prato que se come frio” devemos nos unir aos estudantes, visto que foram os únicos que derrotaram esse governador tirano e sua (des) reorganização e boicotarmos o SARESP com seus índices obscuros, mesmo porque o estado nunca esteve preocupado com o aprendizado dos alunos e muito menos com professores.
A hora é de unir todos os sindicatos e movimentos estudantis, grêmios, alunos e comunidades e assim fazer com que nenhum aluno, do estado todo, compareça às provas nos dias de SARESP, mostrar a esse governador que se ele não tem dinheiro (na verdade não está disposto a dar dinheiro) para a educação, então também não terão os índices para serem mostrados dignamente, com o IDESP e, principalmente, o PISA. E a qualidade?

Mesmo que os gestores de sua escola tentem convencê-lo a fazer a prova, pense que na verdade nós não temos benefício nenhum em relação à elas, pois os índices são obscuros e os gabaritos não são divulgados, como pode ler aqui.

Galera! A hora é agora! Essa juventude precisa mostrar para o que veio e que numa democracia a vontade do povo deve prevalecer. 

sábado, 9 de abril de 2016

Trecho extraído do site:

por André Forastieri
"Para quem sonha ser presidente, Geraldo Alckmin podia caprichar mais quando se trata de Educação. Afinal, o maior chavão da política brasileira é dizer que "educação é a solução". O governador de São Paulo tem desde sempre péssima relação com o professorado, do primário à universidade. Com os alunos nem se fala. Mas tudo que é ruim sempre pode piorar. É o que aconteceu agora.
Ano passado Alckmin cometeu uma barbeiragem daquelas ao tentar impôr uma reorganização das escolas paulistas sem ouvir professores nem alunos, que peitaram o governo e barraram a mudança. Ficou tão feio que o secretário da educação caiu. Foi substituído pelo desembargador José Renato Nalini. Ele tem uma característica muito interessante para um secretário da educação: acha que a educação pública não é dever público. Para ser coerente, deveria pedir demissão imediata do cargo.
Nalini escreveu e publicou no site da Secretaria de Educação um texto surreal. Demonstra absoluta, chocante desconexão com o mundo da educação, e aliás com o mundo em geral. Publico na íntegra abaixo.
Mas antes pinço um trechinho:
"Muito ajuda o Estado que não atrapalha. Que permite o desenvolvimento pleno da iniciativa privada. Apenas controlando excessos, garantindo igualdade de oportunidades e só respondendo por missões elementares e básicas. Segurança e Justiça, como emblemáticas. Tudo o mais, deveria ser providenciado pelos particulares."
Inclusive educação, claro. Que autoridade moral tem Nalini para comandar a educação pública no estado mais rico do país, depois dessa?
Para completar, uma boa sobre Nalini. Um ano atrás, antes de ser secretário, ele deu uma entrevista para o Jornal da Cultura em que defendia que o auxílio-moradia para juízes.
Nalini, então presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, declarou:
“Hoje, aparentemente o juiz brasileiro ganha bem, mas ele tem 27% de desconto de Imposto de Renda, ele tem que pagar plano de saúde, ele tem que comprar terno, não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, que cada dia da semana ele tem que usar um terno diferente, ele tem que usar uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem que ter um carro.
Espera-se que a Justiça, que personifica uma expressão da soberania, tem que estar apresentável. E há muito tempo não há o reajuste do subsídio. Então o auxílio-moradia foi um disfarce para aumentar um pouquinho. E até para fazer com que o juiz fique um pouquinho mais animado, não tenha tanta depressão, tanta síndrome de pânico, tanto AVC etc
Então a população tem que entender isso. No momento que a população perceber o quanto o juiz trabalha, eles vão ver que não é a remuneração do juiz que vai fazer falta. Se a Justiça funcionar, vale a pena pagar bem o juiz.”
Nalini é a favor de um Estado mínimo para os outros - inclusive as crianças e jovens paulistas, pelos quais deveria zelar como secretário de Educação. Mas por outro lado quer um estado generoso para o judiciário. Ele diz que o Estado "já não sabe como honrar suas ambiciosas promessas de tornar todos ricos e felizes". Mas defende que o Estado garanta a fortuna e felicidade dele mesmo e seus colegas.
Que Naldini seja desembargador, e tenha sido presidente do tribunal de justiça, já é preocupante. Que Alckmin faça dele seu secretário sugere que o governador não está nem aí com os milhões de estudantes de São Paulo. Governador, troca de novo de secretário, por favor. Manter Naldini é falta de educação com a gente."

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Não à privatização da educação





José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São Paulo, em carta à Secretaria de Educação, defende descaradamente a privatização do ensino. Pessoas que defendem esse tipo de posicionamento desconhecem a realidade de nossos educandos e da sociedade. 


Como o ensino pode ser privado se o estado que deveria fornecer o mínimo para que uma sociedade se desenvolva dignamente não o faz? É ridículo falar em protestos se não cumprem nem a sua parte e o que querem é jogar a responsabilidade (que falharam) nas empresas privadas para que explorem ainda mais uma sociedade sofrida e carente. Leia a carta na íntegra: http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/a-sociedade-orfa

Sabemos todas as mazelas que temos passado durante todos esses anos de governo tucano, este ano eles conseguiram superar todas as maldades com os professores e com a educação do estado de SP. Os professores vêm há anos tentando reivindicar condições mais dignas, porém sem sucesso, foram greves e mais greves, onde além de várias derrotas ou pequeninas conquistas, foi desunindo a classe mais e mais, sendo que já se encontra dividida em várias categorias, propositalmente, para desunir a classe.
Com tudo isso, penso que está na hora de uma vingança e, como diz o velho ditado, “vingança é um prato que se come frio” devemos nos unir aos estudantes, visto que foram os únicos que derrotaram esse governador tirano e sua (des) reorganização e boicotarmos o SARESP com seus índices obscuros, mesmo porque o estado nunca esteve preocupado com o aprendizado dos alunos e muito menos com professores.
A hora é de unir todos os sindicatos e movimentos estudantis, grêmios, alunos e comunidades e assim fazer com que nenhum aluno, do estado todo, compareça às provas nos dias de SARESP, mostrar a esse governador que se ele não tem dinheiro (na verdade não está disposto a dar dinheiro) para a educação, então também não terão os índices para serem mostrados dignamente, com o IDESP e, principalmente, o PISA.
Galera! A hora é agora! Essa juventude precisa mostrar para o que veio e que numa democracia a vontade do povo deve prevalecer.