FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Se liga na parada!


A juventude ainda não percebeu a gravidade de alguns fatos. Aonde vamos parar se não fizerem nada para melhorar a qualidade de ensino? Se a educação está ruim pode piorar e o que o Governo pretende unificar a física, a química e a biologia em uma só matéria, a ciências da natureza.
 

A princípio o jovem, despreparado, vai achar isso uma boa, afinal de contas, menos matérias para estudar, mas as coisas não funcionam assim. Ao invés do Governo remunerar e qualificar o professor dignamente, ele prefere diminuir o conteúdo, mesmo porque são as três áreas mais carentes de profissional. E tem mais...

Ao mesmo tempo em que foram dadas as cotas para alunos de escolas públicas nas Universidades públicas, ele tira a oportunidade do aluno usufruir desse benefício. Ah! Então funciona assim, escola pública é para todos, faculdade pública é para a elite, que teve uma educação de qualidade. Isso é justo?
 
                                                      

E quando falo oportunidade de cursar, não estou me referindo à capacidade, pois capacidade todos tem e me refiro à qualidade de ensino, sendo que nem hoje um aluno de escola pública tem condição de acompanhar o ensino de uma faculdade pública, imagine se unificarem áreas que estão crescendo continuamente e os conteúdos aumentando cada vez mais. Já chega aquelas apostilas que foram muito mal formuladas e que nos fazem engolir goela abaixo.
 

 
Se começarmos a analisar a situação, o nosso Governo tem o dever de nos oferecer três coisas: Segurança, educação e saúde e a grande questão é que esses três profissionais, o policial, o professor e o médico/enfermeiro estão sendo muito mal remunerados. E não satisfeito com isso, nosso Governo decide unificar as matérias, tirando o conhecimento.
 

Enquanto idolatramos ídolos como Neymar, Ronaldinho e muitos outros, que ganham milhões para correr atrás de uma bola, você estão sendo privados, inclusive, do conhecimento. E eu pergunto: O que esses jogadores fazem pela nossa vida, além de nos proporcionar a alegria de um gol? Quando você é assaltado, a quem apela? Quando fica doente a quem pede assistência? Quando pretende ter melhores condições de salário e conhecimento para exercer uma profissão a quem recorre? O que esses jogadores de futebol, ressaltando, que ganham milhões, fazem para melhorar a SUA qualidade de vida? Estamos idolatrando os ídolos errados, não é mesmo?

Quando analisamos a história, percebemos que o jovem fez parte dela ativamente. A época da ditadura foi marcada com muito sangue, mas, logo quando conseguiram tirar os militares do poder houve a revolução, as Diretas já. E quem fez parte desse movimento? Quem conseguiu o direito de uma nação em eleger seus governantes? A juventude.
                              
                                                      Caras pintadas
 

Num segundo episódio, o jovem conseguiu outra revolução: O impeachmant de um presidente, o Fernando Collor que após ter enganado a todos com uma promessa furada de que era um caçador de marajás (termo usado para os corruptos da época) foi colocado no poder.  Mas, quando os jovens perceberam que ele era pior que os “marajás” e tinha confiscado o dinheiro de todos, foram para as ruas, exigiram o seu afastamento e conseguiram, perguntem a seus pais. Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente a sofrer um empeachmant e foram os jovens os principais motivadores desse feito. Muitos vão dizer que não, que os jovens foram manipulados e usados, mas não é verdade, eles foram para as ruas e lutaram por uma causa. E conseguiram vencer!
                                    
                                                         Caras pintadas em Brasília

Mas, e hoje? O que foi feito daquela motivação jovem? O que aconteceu com a força do jovem? Será que não tem mais motivo para sair às ruas e lutarem por uma causa? Será que não existe mais um motivo tão nobre quanto os anteriores citados. Pois se queriam um motivo ele apareceu, o ensino público, que está cada vez pior. E cabe a quem a motivação para mudar essa situação? Dessa juventude. Afinal se a escola pública é um direito de todos e se Educação pública é para todos, a Universidade Pública também deveria ser, não é mesmo? Então, lutem por isso!


 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Popularizar a ciência?


Eu li em algum lugar que, nos Estados Unidos, o Steven Hawking não é muito popular no meio científico, porque muitos cientistas dizem que ele foi “vendido” para a mídia. Sendo verdade ou não...

Para quem ainda não conhece, Steven Hawking é, além de cientista, uma das mentes mais brilhantes da atualidade. Um doutor em física de partículas e cosmologia.  Foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge. Só um detalhe: essa cadeira foi ocupada por nada mais nada menos que Sir Isaac Newton. Atualmente encontra-se quase que totalmente paralisado, por possuir uma doença degenerativa esclerose lateral múltipla (ELA)


Verdade ou não o fato de não gostarem dele, acredito sinceramente que a ciência deve ser popularizada e qualquer um que faça isso é digno de respeito e aplauso. No decorrer da história, os professores que dominavam a física e a matemática eram vistos como “nerds” e até hoje muitos ainda pensam assim. Por quê?

Simples: quando os professores explicavam a matéria para os alunos, limitavam-se a um monte de fórmulas que deveriam ser decoradas somente. O conceito daquelas fórmulas era para aqueles que realmente seguiam a carreira de matemáticos ou físicos. Por isso, essas matérias e suas fórmulas foram ficando cada vez mais obscuras e difíceis, pois ninguém era “digno” daquele conhecimento.
Sheldon - personagem de The Big Bang Theory

Hoje tentamos mudar essa a imagem, mas está muito complicado. Essas matérias ainda são vistas como um bicho de sete cabeças, e de certa forma, ainda são, pois tudo evoluiu tanto que elas estão cada vez mais complexas. Ao conhecimento teórico da física e da matemática, acrescentou-se a tecnologia. O conteúdo exigido é muito maior e não temos só a matemática ou a física moderna e clássica, temos também o cálculo integral e diferencial e as físicas quânticas e tudo isso  faz parte de nossas vidas, embora muita gente nem saiba que existem ou para que servem.

Como vamos mudar esse conceito errôneo, difundido por muito tempo, já que o conteúdo hoje é muito maior? Como vamos fazer nossos alunos entenderem que a física e a matemática fazem parte do dia a dia deles? Como vamos fazer com que nossos alunos aprendam cálculo integral e diferencial, sendo que até a matemática já é complicada para a maioria?



É por isso o mercado de trabalho está tão carente de profissionais na área científica. Precisamos reverter esse quadro. E não vai ser resumindo três disciplinas em uma só, como o nosso Governo Estadual sugere na proposta curricular para o próximo ano, uma unificação entre a química, a física e a biologia. Como podemos ensinar conteúdos tão vastos dessa forma? Precisamos fazer o contrário: buscar técnicas e metodologias que simplifiquem o ensino, para que os alunos comecem desde muito cedo a ter contato com a ciência, pois a criança possui imaginação e inteligência que devem ser exploradas e estimuladas desde a infância.
Os conceitos quânticos são muito abstratos e nada melhor que a imaginação infantil para fazer o conhecimento virar mágica e ser apreendido de uma maneira simples. Afinal de contas, a física quântica e o cálculo integral e diferencial são praticamente coisas que vão além da imaginação adulta.


domingo, 26 de agosto de 2012

Brasil: Um país de idiotas?




...”O processo de alienação política para qual o povo brasileiro foi submetido no desenvolvimento da história da nação obteve êxito. A definição de Política não deixa de ser deturpada no senso comum, pois as pessoas entendem que esse conceito se limita simplesmente a discussões e atitudes partidárias...”

“Pode ser um exagero dizer que a democracia brasileira é uma farsa, mas não deixa de ser verdade que nossa democracia ainda é muito falha. Sabemos que o cenário da corrupção assola a nação em todas as esferas governamentais.Cabe a população brasileira sair do seu estado letárgico na questão política, vencendo a apatia para finalmente começar a construir a verdadeira República, a verdadeira democracia. Precisamos ter consciência de que aqueles que exercem cargos de administração estão a serviço da população, e que cabe a este tirá-los do poder quando não representam seus anseios, não realizam aquilo para o qual foram eleitos: administrar a “coisa pública”. O que houve com o ânimo que tanto motivou as massas contra a ditadura civil-militar? Que as levou às ruas na campanha por eleições diretas- a Diretas já!- e no processo que levou o impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo? Por que sempre vemos os mesmo candidatos, muitas vezes acusados de casos de corrupção e de envolvimento com interesses que não são os da população, e por que eles continuam se elegendo?
Sabemos que um processo de “despertar” político não se dá do dia para a noite. Em um país no qual a Educação é sucateada, professores são mal pagos, a Cultura é relegada, a situação torna-se pior ainda. Porém, está na hora de sair da cultura “carnaval e futebol” e acordar para as questões políticas. Por que defendemos tão ferrenhamente nossos times, mas não nossos direitos? Precisamos reconhecer que Política não é só voto e que a única saída para modifica essa situação é a união da população e a luta para que as medidas tomadas pelos governantes sempre visem o bem comum. Afinal, todo o povo emana poder."

Esse texto foi extraído da revista “Filosofia, ciência e vida” (da revista Caras ou Veja que não poderia ser), o nome do autor do texto é o professor de filosofia Rodrigo dos santos Manzano. Parabéns, pois compartilho totalmente de sua opinião.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A física filosófica


A física quântica hoje não se resume ao mundo da física, está envolvida em todo um contexto social. Quando coloquei a realidade do mundo matemático, num artigo anterior, este se referia a nossa realidade também. Hoje vivemos em um mundo onde não cabem certezas absolutas, nosso mundo hoje é constituído de probabilidades, assim como a física quântica.

Por que não?



David Hume, um filósofo escocês, empirista e cético, por exemplo: a sua ideia sobre a ciência era que todos os conhecimentos se baseavam em experiências, e que com ela nós criamos o hábito de associar a ideia de que a experiência irá se repetir exatamente da mesma forma sempre. Por isso ele critica a ciência por se basear na crença. Mas será que é isso que realmente acontece?
Naquela época poderia até ser que era assim que a ciência funcionava, mas hoje em dia sabemos que não é assim. Quando lidamos com o mundo quântico, lidamos com partículas e o seu comportamento é previsível, dentro de possibilidades, dentro de uma porcentagem que é prevista. Mas, quando Humes faz sua teoria, ele se referia a pessoas e não a partículas. Só que, se pensarmos bem, nós nos comportamos dessa forma também. 

Num livro de Marion Zimmer Bradley (autora de “As brumas de Avalon), na sua série Darkover, ela expõe bem isso através de uma história de ficção, onde faz menção de pessoas que previam as várias possibilidades de um acontecimento através das atitudes. Por exemplo, se for por um determinado caminho poderá encontrar tal pessoa, mas se seguir em frente irá acontecer uma outra coisa. Não me aprofundarei, pois, é um livro que vale a pena ser lido e nada melhor do que a curiosidade para mover à leitura. 


 Esse é o mundo em que vivemos atualmente e teremos que nos acostumar a viver nele, afinal, estamos evoluindo. E a grande questão, tanto de Hume quanto da ciência é que precisamos investigar todas as possibilidades e não ficarmos focados em um só ponto, o do hábito, pois já saímos da Pontilândia. Leia mais a respeito aqui.
O Mundo Quântico não comporta certezas nem verdades absolutas, ou seja, existem probabilidades. Assim, como não prevemos o destino de uma partícula, não prevemos o nosso. Ninguém determina nosso destino a não ser nós mesmos e esse destino é decorrente do mundo que nos rodeia, do imprevisto, do casual. E eles são imprevisíveis.





domingo, 5 de agosto de 2012

Por que preciso aprender essa matéria?

Eu vi essa foto no facebook de um colega e resolvi colocá-la no meu blog. A importância de se saber é indiscutível. Esse é um argumento bom para ser usado em sala de aula, pois sempre ouço perguntas como: Professora, porque vou estudar física se quero fazer publicidade?


Quando são mais novos, não percebem, mas ao passarmos esses argumentos, ficam no subconsciente e mais tarde, na hora que forem mais maduros, perceberam a importância do saber e consequêntemente, a importância da educação.