FÍSICA SEM EDUCAÇÃO
A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

domingo, 31 de março de 2019
Ditadura: refletir sempre, comemorar jamais! por Dulcíio Braz Júnior- Física Na Veia!
"Você pode ser de direita. Também pode ser de esquerda. A rigor, você pode ser e pensar o que quiser. E isso vale também e especialmente fora da política. Mas, para garantir o seu direito de ser o que quiser, por saudável reciprocidade, você deve respeitar o outro, por mais diferente e contraditório que ele possa ser. O nome disso é liberdade, algo que nos une, nos soma, e nos faz melhores e mais felizes juntos. É óbvio que temos uma Constituição para organizar as nossas ações. E isso não nos limita. Muito pelo contrário. Leis, numa sociedade organizada, garantem a liberdade plena de todos o cidadãos. Liberdade é um bem maior que reconquistamos no Brasil a partir de 1985, fim da d... - Veja mais em Física na Veia! "
Aproveito para deixar um artigo meu escrito a um tempo atrás ao Universo Racionalista sobre a ditadura. Veja mais em.. Universo Racionalista
quarta-feira, 27 de março de 2019
Ministério da Educação e o Caos
O Ministério da Educação está indo para o buraco, junto com o país. Estou perplexa com o que vem acontecendo.
terça-feira, 26 de março de 2019
Destruindo mais ainda a educação
Não sei vocês, mas a situação é desesperadora
"Marcus Vinicius substituiu Maria Inês Fini à frente do INEP. Ela chegou a ser duramente criticada pelo presidente Jair Bolsonaro após uma questão na prova do Enem em 2018, que incluía o dialeto pajubá, usado por algumas comunidades LGBT. Nesse sentido, a nomeação de Marcus Vinicius, indicado por Antonio Testa, cientista político que nem chegou a tomar posse, entrou na conta do chamado “grupo técnico” dentro do MEC, que coexiste com as nomeações da bancada evangélica e dos chamados “olavetes”, o grupo de ex-alunos de Olavo de Carvalho."
Leia mais no Nova Escola
quarta-feira, 20 de março de 2019
I Encontro de História da Física
A escrita da História das Ciências é tão antiga quanto as ciências que são objeto de seu estudo. Encontramos relatos sobre tentativas de conhecer o mundo natural e social desde a antiguidade, nos quais se revela uma grande diversidade de modos de se explicar os fenômenos.
Embora existam narrativas sobre as ciências que remontem a diferentes épocas, foi somente no início do século XX que esta área se institucionalizou e passou a ganhar características próprias. A criação da History of Science Society e da revista ISIS, em 1912, foi um acontecimento que afirmou a importância de a análise do desenvolvimento histórico das ciências ser uma área de estudos que precisa ser realizada a partir de certos princípios teóricos e metodológicos.
Desde os escritos de George Sarton até hoje em dia, a área de pesquisas em História das Ciências se consolidou. Atualmente há sociedades de História das Ciências em muitos locais do mundo, inclusive em nosso país, que em 1983 criou a Sociedade Brasileira de História da Ciência, que em 2018 realizou seu 16° encontro bienal. Ao longo do tempo, os trabalhos se aprofundaram nas temáticas já presentes nas pesquisas mais antigas, mas notadamente ampliaram-se com novos objetos, abordagens e métodos.
Este I Encontro de História da Física busca somar-se ao conjunto de ações que colocam em debate a História das Ciências. A criação de um evento específico para a Historia da Física leva em consideração que cada área do conhecimento admite contornos epistemológicos próprios, conferindo aos estudos sobre uma determinada ciência características historiográficas específicas. Assim, o objetivo geral do evento é promover um espaço em que as principais questões de pesquisa em História da Física possam ser debatidas e aprofundadas. Ao mesmo tempo, o encontro se coloca como espaço de formação, em que pesquisadoras e pesquisadores iniciantes possam adquirir conhecimentos que servirão de base para seus trabalhos. Para isso, contaremos com a participação de convidados nacionais e internacionais.
Esta primeira edição do evento ocorrerá no Instituto de Física da USP. Contudo, esta iniciativa nasce do diálogo entre pessoas de diferentes instituições e regiões do Brasil. Assim, espera-se que novas edições ocorram em outras cidades/estados. Desta forma, a constituição de um espaço permanente e diverso de debates sobre História da Física é o objetivo principal deste primeiro encontro.
sábado, 16 de março de 2019
Partiu usar a Bíblia em sala de aula!
Adorei a postagem de Elika Takimoto, só fiquei pensando que terei que estudar a Gênesis para contextualizar nas minhas aulas de Física. Ela faz referência a essa reportagem
"O ministro da educação Ricardo Vélez anunciou Iolene Lima para chefiar a Secretaria Executiva do MEC. Na prática, ela será a número dois da pasta. Ela defende que a Bíblia deve ser a base para a Educação e cita Gênesis para que a criança aprenda matemática inicialmente por ele (no 1o dia Deus fez isso, no 2o dia aquilo, um, dois, três… dias da semana… Gênesis nas cabeça).
O vídeo com Iolene explicando didaticamente com podemos usar a Bíblia em aula de geografia, biologia e matemática está em todas as redes. Não deixem de ver.
Eu gostei disso de levar Bíblia para a sala de aula. Na verdade, adorei. Já quero.
Vamos ver alguns fatos para debatermos em sala de aula? Vamos!"
Para ler as dicas maravilhosas e bem contextualizadas de Elika acessem aqui
domingo, 10 de março de 2019
Porque os sindicatos são importantes
"O marxismo criou uma arma econômica para destruir as bases econômicas de um mercado livre e independente, arruinando assim a indústria nacional e o comércio" Adolf Hitler
Esse vídeo foi-me enviado por uma colega do Facebook, que não identificarei porque não pedi autorização, e fala sobre o sindicato e a importância dele. Pois acredite, você não se livrou dele, cavou a sua própria cova da escravidão. E o dito déficit da previdência é causado pela informalidade do trabalho e a Reforma Trabalhista só veio para agravar a situação.
segunda-feira, 4 de março de 2019
Ordem sem progresso
Diante de tudo o que venho acompanhando da nossa política, principalmente
na área da educação, minhas impressões não são boas. No final do texto seguem
as referências de tudo o que li para escrever esse texto, recomendo a leitura.
O novo governo conseguiu piorar o que já estava ruim e
estamos diante de um bando de mentirosos e incompetentes que, juntos, trabalham
para destruir qualquer avanço social e educacional.
Quem conhece o básico dos documentos educacionais sabe que
estamos na contramão de tudo o que construímos, inclusive da Constituição de
1988, elaborada durante o governo Sarney, quando tínhamos acabado de sair de um
governo militar e ditador e passamos a ser um governo civil. Um detalhe: essa
mudança ocorreu com a “participação popular”, ou seja, houve muitos protestos,
muitas passeatas, mas a decisão final acabou sendo mesmo uma costura política
das forças que comandavam a nação.
A educação na época militar era segregadora e elitista, a
ordem era imposta e os conteúdos eram mecanicamente decorados. Eu nunca fui
muito boa para memorizar nada e sempre me saí muito mal nas disciplinas de
história e geografia, por exemplo, pois não conseguia guardar na memória
afluentes de rios, capitais, estados, datas etc. e o motivo é explicado na
história da educação durante o Regime Militar, na maior parte de minha
adolescência.
A Constituição anterior, aprovada durante o Regime Militar
(1967) desobrigou os Estados e a União de um investimento mínimo em educação e
a Carta de 1967 abre oportunidade para a iniciativa privada investir em
educação, reforçado essa “oportunidade” pela Emenda Constitucional n°1 nesse
mesmo ano. O Governo faz a concessão de bolsas e se desobriga do investimento
na educação pública.
O modelo educacional da época era diferente, dividido em
pré-primário, primário e colegial. Apenas a educação básica, hoje Fundamental
I, era obrigatória por lei, mesmo assim com algumas exceções como doenças,
falta de acesso a uma escola próxima entre outros e o aumento de matrículas foi
considerável, o que era positivo. Mas, o grande problema é que houve aumento da
demanda e não dos investimentos, ocasionando a falta e baixa qualificação
docente e de estrutura, aumentando assim a desigualdade educacional e social.
Obviamente tiveram que tentar “tapar o buraco” na questão
dos docentes com relação à qualificação, com a criação das tais licenciaturas
curtas. A consequência foi o rebaixamento cultural da massa de trabalhadores da
educação e a precarização das condições de trabalho, principalmente pela via do
arroxo salarial a que todas as classes trabalhadoras foram submetidas, mas com
resultados mais catastróficos para os professores, que não tinham como
recuperar perdas salariais.
A ideia do governo militar era formar os filhos dos pobres
para a mão de obra e as universidades estariam reservadas para a elite
intelectual. Claro que sempre houve, em toda a história anterior do país (e
atual também) os privilégios para a elite, mas na época da ditadura isso foi
consideravelmente acentuado, pois as escolas públicas, destinadas aos pobres,
perderam a qualidade, enquanto as escolas privadas, destinadas aos mais ricos,
atraíam mão de obra mais qualificada, com salários relativamente maiores, e uma
farta propaganda de sucesso.
A educação básica constrói uma disciplina obrigatória: a educação
moral e cívica. A sociologia e a filosofia foram excluídas do currículo, além
de alterações significativas nos conteúdos de história e geografia (visando à
massificação de conteúdos decorativos) ao buscar enfatizar sempre o
nacionalismo. Para minha alegria (que estudei nessa época) e a alegria de todos
a educação moral e cívica foi abolida em 1993.
Agora há pouco, o “nosso” ministro Ricardo Vèlez Rodrigues
fala sobre a retomada da Educação Moral e Cívica, como se pode ler na
bibliografia deixada no fim do texto. Essa aberração não foi levada adiante,
mas pela simples ideia de retomada já podemos entender o que ele pensa a
respeito de educação para o país.
O ministro e todos aqueles que foram empossados pelo novo
presidente, além de não quererem dar continuidade às novas tendências
apresentadas pelos órgãos competentes da área, insistem em dar um passo para
trás, para as décadas de 70 e 80. Acredito que conseguirão, pois é muito fácil
manipular uma população carente, insegura, ignorante e faminta.
Com um governo todo aparelhado por militares
mal-intencionados, ignorantes sociais e representantes políticos oportunistas,
a chance de haver qualquer melhora, tanto para o educador quanto para o
educando, é de zero por cento, afinal de contas a ideia deles é de permanecerem
no poder.
Enganam-se aqueles que acreditam que teremos uma ditadura
nos moldes de antigamente, ela será seguramente uma “ditadura democrática”, em
que nem os “cidadões”, segundo Marcus Vinicius Rodrigues, novo presidente do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), saberão o
quanto estão sendo manipulados por aqueles que estão no poder e a palavra será
sempre de ordem, mas sem progresso.
Os meus textos anteriormente publicado nesse blog sobre a
ditadura http://fisicasemeducacao.blogspot.com/2013/01/ensino-bom-era-o-de-antigamente-sera.html
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