FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

sábado, 28 de setembro de 2013

O Trafico de Drogas e a Natureza Humana - Pedro Magnus

Uma das maiores dificuldades da educação brasileira é tirarmos os meninos das ruas e das drogas. Esse é um texto de Pedro Magnus e expressa muito bem esse problema. Gostaria que lessem, comentassem e divulgassem...


Um dia desses, estava em uma dessas conversas sérias mas informais. O tema era 

legalização das drogas e me coloquei a favor, argumentando que a guerra contra o trafico

 era coercitiva, e custava muitas vidas e dinheiro publico em algo que não iria acabar. Como

 resposta, me disse que poderia sim acabar se fosse do interesse dos políticos, como foi 

com as UPPs. Parei um pouco para pensar e antes que se vangloriasse da vitoria, respondi:



"Bom, é verdade, mas dependeria de mais do que a boa vontade de políticos honestos e 


compromissados. Precisaria também que os fiscalizadores da lei, os policias, não se 

ém que ninguém mais quisesse usa-las, para não plantarem em casa para si mesmos e 

acabarem vendendo para os amigos do curso de humanas. Ou seja, alem dos legisladores, 

deveríamos contar com a vontade dos fiscalizadores e principalmente dos usuários, só 

assim acabaria com a guerra ao trafico sem legalização. Acha isso provável?"



O debate acabou por ai mas me levou a reflexão sobre um tema importante em debates de


 legalizações e proibições, que frequentemente ficam de lado: a natureza humana e o 

funcionamento do mercado.

O ser humano, independente da crença, visão e politica que segue, quer uma coisa, ser 


feliz. E felicidade não é nada senão conseguir o que se deseja, saciar suas próprias 

necessidades. É da própria natureza humana querer o lucro, querer levar vantagem e se dar 

bem em tudo. No entanto podemos divido-los em dois grupos, os que se importam em não

 ferir terceiros para atender seus objetivos e os que não se importam ( geralmente aqui se

 encontram os políticos ).

O mercado atua, entre outras coisas, com um principio básico: a lei da oferta e demanda.


 Se existe uma demanda, uma necessidade a ser atendida, uma hora ou outra, vão aparecer

 pessoas querendo satisfazer essas necessidades, surgindo a oferta. O comercio de drogas 

nunca vai acabar porque provavelmente sempre haverão pessoas querendo consumir a 

droga e consequentemente haverá quem sacie essa vontade. Paulo Martins tem razão 

quando diz que a proibição não vai ajudar em nada o problema das drogas e sim acabar 

com a sua cultura ( ou seja, sua demanda ).



Agora, vejamos como resolver o problema: Legalize as drogas e diminua o estado. 


Legalizando as drogas, se acaba com o poderio dos traficantes, quem quiser entrar nesse 

mercado o fará legalmente, sem coerção, sem cometer crimes. Diminua o estado, o que 

acaba com a chance de políticos corruptos se meterem nisso querendo levar alguma coisa

 em cima. Não existe magica, a natureza humana é essa, enquanto existir uma forma de se 

dar bem, mesmo que por cima de outros, existira alguém para fazer.


É preciso mente aberta para compreender os problemas do mundo e dar a solução.

domingo, 22 de setembro de 2013

Você já entendeu o que é antimatéria?


Muitas vezes nos deparamos com coisas na física que são inexplicáveis e abstratas. Coisas que vão além da imaginação, mas que podemos, com muita imaginação, entender. Tente!

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

As (des)igualdades na ciência

Ao ler esse artigo me deparei com minha própria realidade. E me vi tentando o mestrado em física, tentando ganhar um nome e sendo mãe, dona de casa, pai, professora entre outras coisas. É complicado, mas não desisti...Adorei o texto!

Gênero e (des)igualdade na ciência
"Todo mundo concorda que não existe sentido no argumento ‘homem é melhor do que mulher’, certo? Se você discorda, nem se dê ao trabalho de ler esse texto. Caso contrário, te convido a pensar comigo em possíveis fatores que levaram a situação da mulher na ciência (mais especificamente na física) nos dias de hoje.
Não sou nenhuma especialista no assunto e para ser sincera nunca tinha parado para pensar seriamente nisso até resolver escrever esse texto, mas sempre que me perguntavam se eu já tinha sofrido algum tipo de preconceito por ser mulher na física, eu sempre respondia prontamente que não. Mas esses dias aconteceu uma situação boba e que já tinha acontecido antes, no entanto a diferença é que dessa vez eu já havia lido um tanto sobre a situação das mulheres na vida acadêmica e estava com isso na minha cabeça e pensei “aaaaaah, era disso que eles estavam falando então!”. Resumindo a história, eu tinha uma reunião e um seminário para assistir, e posteriormente eu iria a um aniversário e não daria tempo de passar em casa. Como qualquer mulher faria, pensei em ir mais bem arrumada e maquiada, mas logo que me troquei e ia sair de casa me senti desconfortável. Pensei, “cara, não dá pra ir assim pra física!”. E foi nesse momento que passou um monte de coisas na minha cabeça para tentar entender porque eu me senti daquela forma. Parece idiota mas acho que tem muito mais coisa por trás e é uma situação mais frequente do que imaginamos. A verdade é que eu acho que é tão comum que nem paramos mais para pensar."...
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O capitalismo irá nos levar ao caos



Hoje, o mundo em que vivemos é caótico e indeterminado, mas o desejo de controlar tudo está nos levando ao pânico, pois gostaríamos de um mundo certo, determinado. Até a matemática, que era uma ciência exata, hoje vive só de probabilidades criando um mundo de alta ansiedade, destruindo nossa visão otimista do mundo.

                                                                 Isaac Newton
A matemática de Newton descreve regras claras  de causa e efeito, previsível e controlável. Ele e Laplace, um seguidor de Newton, eram mecanicistas,  tudo era determinado e o mundo era visto como uma máquina,  tudo tinha uma causa e era previsível e a matemática explicaria tudo, inclusive as catástrofes.

O cálculo matemático das órbitas do Sistema Solar de Newton prevê que dois corpos em órbitas idênticas fazem uma trajetória previsível e, com esses cálculos, se poderia prever tudo no Universo, inclusive na Terra.
                                                                        Henri Poincaré 


Henri Poincaré descobriu que não havia como prever órbitas, não importando o quão iguais elas fossem no início, pois qualquer coisa que acontecesse em alguma dessas órbitas poderia fazer com que seguissem um caminho completamente diferente e totalmente inesperado e a sua previsão seria impossível. Essa foi a ideia inicial do caos matemático. E também, lamentavelmente, percebeu que isso se aplicava a quase tudo relacionado a natureza. Os críticos da época, atenuaram essa teoria, afinal o povo não estaria preparado para essa nova visão de mundo.
Em 1914, uma simples alteração tirou todo o movimento do seu centro e gerou uma tempestade incontrolável. Foi na primeira grande guerra. Ainda acreditavam que tudo podia ser previsto, afinal, os mesmos matemáticos que insistiam em prever as órbitas dos planetas eram os mesmos que definiam as trajetórias das artilharias e a matemática das balísticas.

Apesar de toda carnificina da guerra, eles acreditavam que não só existia uma ciência da balística, mas uma ciência da guerra e que os resultados podiam ser controlados. Com isso a vitória seria certa, vencendo o caos. No final, o caos venceu e os 10 milhões de mortos não previstos confirmou a visão de Poincaré.
                                                                     Aleksander Lyapunov

Aleksander Lyapunov durante a primeira guerra, estudou a instabilidade de um fluido quando passava da estabilidade para a instabilidade e tentou formular esse caos, que é exatamente o que acontece nas variações climáticas e que hoje chamamos de “ponto de virada”.
A sua história é muito triste, pois quando estava preste a conseguir, a sua vida chega ao seu ponto de virada com a revolução Russa e a Guerra. Os que voltaram da guerra trouxeram uma epidemia de tuberculose que acometeu a sua esposa, fazendo-a falecer em seus braços e ele, desolado, coloca fim à vida com um tiro na cabeça.

Poincaré e Lyapunov mostram um novo entendimento do mundo: O caos fez perderem a fé e a esperança e precisavam resgatar tudo isso. E foi assim que Henri Ford lança sua linha de montagem e cria um ícone de esperança criando um mundo de estabilidade e prosperidade, alavancando a economia, gerando o equilíbrio da física clássica e sua economia baseada nela. Entre 1920 a 1929 tudo parecia maravilhoso, só que os matemáticos previam novamente o seu ponto de virada. Foi exatamente o que ocorreu, a economia e o clima geraram a Grande Depressão e a Tempestade de Areia era o ponto de virada.

Muitos economistas, acadêmicos e vencedores do Prêmio Nobel justificaram a crise de desemprego às pessoas, dizendo que elas preferiam o lazer a ter que trabalhar e assim, era uma causa mecânica e simples. Isso é incrível, mas foi verdade. Apesar de todo desemprego, das vidas arruinadas, economistas e cientistas ainda teimavam em ver o mundo como sempre, previsível e controlável.


A invenção do computador no final da guerra, trouxe uma esperança e com ela também a sensação de poder. Os cálculos de mira e explosões devolvem ao homem o controle do mundo, a velha mágica da balística se aliou  à nova era nuclear e controlando tudo isso, voltariam a ter o controle de tudo e a certeza de um mundo próspero e certo diante de todo o avanço tecnológico. Com os telescópios, víamos o céu e os blocos construtores da vida, mas o computador nos daria uma visão, ou quem sabe, o controle de outras dimensões. Os políticos previam a economia afetando a vida de milhões de pessoas e depois das crises de 30 e 40 a economia começa a crescer novamente.  Com baixos índices de desemprego, a esperança volta a reinar num mundo de prosperidade e progresso (de novo).

                                                                     Edward Lourentz

Em 1962, Edward Lourentz  criando um computador de mesa consegue perceber que pequenas variações ocasionavam um desastre. Ele consegue provar, através de seus cálculos matemáticos, o que Poincaré havia previsto, ou seja: ”Se uma borboleta bate ou não suas asas, o efeito vai ser muito pequeno no inicio e não vamos notar, mas depois de um tempo, digamos, uns seis meses, algumas flutuações no ar e na turbulência podem ter um efeito enorme.” A isso chamou de Efeito Borboleta.

Como ainda viviam num mundo Newtoniano e Laplaciano desprezavam as pequenas variações, por isso não calculavam o quão caótico o mundo poderia ser. E, mais uma vez, a matemática prova que os sistemas são suscetíveis às condições iniciais, mas as turbulências e o efeito borboleta estavam presentes em todos os lugares. O mundo retorna à realidade do caos no final dos anos 60 e 70 e de paris a Detroit viviam um redemoinho econômico  fazendo os especialistas perceber o quanto fracassaram em suas previsões. E perceberam que, como não controlavam o tempo, não podiam controlar a economia. Quanto mais conectados, interligados e pressionados os sistemas se tornassem, mais caóticos seriam.
                                                                         Prof. David Rules

E em 27 de outubro de 1986, começamos uma economia global, os computadores conectavam todos ao mesmo tempo, o mundo e o moderno mercado e as previsões matemáticas foram, mais uma vez, ignoradas e tudo ficava por conta do mercado que lhes davam grandes resultados e um aumento da expectativa de vida. Os economistas e os ambientalistas divergiam, pois os economistas acreditavam que tudo era natural e que não podíamos controlar, a economia começa a crescer e a sua imprevisibilidade também.
“Quanto mais mexermos com um sistema não linear é mais provável que ele se torne caótico” Prof. David Ruelle.
                                                                      Prof. Peter Cox .


“No momento em que temos uma economia estável nos esquecemos do meio ambiente e com isso há a mudança ambiental e climática provocada pelo homem, mas que não reage diretamente nele, isso bate de frente com o funcionamento do mundo e eventualmente, seu crescimento econômico pode ser detido pelos impactos causados pelo ambiente, pois o ambiente é a sua fonte de riqueza.” Prof. Peter Cox .

Ignorando os avisos da nova matemática, carregamos o sistema com tudo, os economistas do livre mercado acreditam que é só deixar com os mercados, que eles magicamente encontrarão o equilíbrio natural. Eles ainda acreditam que podem prever leis, querem um crescimento e esse crescimento está sendo exponencial e isso não durará para sempre, pois se quebrará em algum ponto, isto está previsto com segurança. Esse crescimento é necessário? Sim, mas não durará para sempre. O problema será quando chegarmos ao ponto crítico. Para entenderam melhor tudo isso, recomendo esse vídeo.

sábado, 20 de julho de 2013

Quem precisa de foco é o governo


Durante muito tempo, os professores foram massacrados pelo governo e pela imprensa, que diziam que o maior problema da educação pública é, exclusivamente, por incapacidade nossa (professores). Demorou e muito para que a verdade aparecesse, enquanto puderam mentir e enganar a opinião pública sobre o crescimento dos índices baseando em SARESP, IDESP  etc... fizeram. Agora acabou não tem mais jeito! Não conseguem mais nem maquiar a “má educação” e nem colocar a culpa nos professores por ela. Quando os índices internacionais colocaram o Brasil em penúltimo lugar, resolveram acordar, mas, não se enganem, acordaram porque está pegando mal. 


Décio Lemos, no Facebook, fez uma colocação muito real do que acontece hoje com o investimento na educação:” O investimento total do Brasil em educação é bom, comparado a países ricos. Porém, 60% vai para ensino superior. Assim, o pobre paga para o filho do rico estudar de graça  E isso acontece exatamente pelo que você falou: crianças não votam, universitários, sim.”


Agora essa culpa recai sobre os médicos, que se recusam a ir para os confins do Brasil, e querem continuar nos fazer acreditar que faltam médicos ou que os médicos não querem ir, pois são “filhinhos de papai”, só que se esquece de explicar que médico não é curandeiro, pois precisa de um mínimo de infraestrutura para trabalhar, mesmo que o salário seja bom, como também fazem acreditar, nada paga uma vida, ou seja, nada paga a gente ver uma pessoa morrendo em nossas mãos por falta de infraestrutura e não poder fazer nada.
Falta professor e muito, mas médicos não faltam, o que falta é estrutura, tanto na educação, como na saúde e nem vou citar as outras para não me estender muito. São críticas e mais críticas vindas de pessoas que têm planos de saúde ou estudaram em escolas particulares. Ou mesmo em uma época que nada tem a ver com a realidade que se tem hoje.


Hoje as pessoas e, principalmente nossos jovens, se cansaram de políticos demagogos, que vão fazer e acontecer e quando se veem no poder, as teorias vão abaixo. Nossos jovens cansaram de blá blá blá, querem ação. Infelizmente a maioria, aliás, a grande maioria, não tem noção nenhuma de política, afinal, não foram direcionados e orientados para aprender sobre, mas, sabem muito bem o que querem e por mais que muitos acreditam que não se tem foco, não é bem assim, pois, quem não tem foco são nossos governadores e congressistas.
Nossos jovens sabem exatamente o que querem e é muito simples: educação, saúde e segurança. Que tal começarem a investir direito na educação, pois o resto será a consequência e o mais importante, investir não é injetar mais dinheiro nos lugares errados, direcione o dinheiro para o lugar certo, ouça a população, os professores, os médicos, faça uma pesquisa nas periferias e saberão o que, realmente, a população deseja. Quem precisa de foco são vocês.