FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vivemos na escuridão! Somos matéria ou energia





Num dia frio e chuvoso, estava eu aqui no computador  lendo, pesquisando, compartilhando informações no Facebook e não tinha a menor ideia do que escrever neste blog. Tanta informação, mas nenhuma ideia.
De repente comecei a ler um post sobre a energia escura e fiz uma pergunta a um colega português, no Facebook, dono de um site que eu adoro e recomendo (http://www.astropt.org/blog/)  :“Qual a diferença entre matéria escura e energia escura?” Ele, prontamente, me respondeu e comecei a indagar mais e mais sobre o assunto. Foi quando um dos seus colaboradores, Manel Rosa Martins, escreve um post neste mesmo site citado, sobre isso. E, mais ainda, me apresenta uma cientista que nunca havia ouvido falar, Henrietta Leavitt. Adorei! Afinal de contas, mulher na ciência, ainda hoje, é raro. Nos dias de hoje existem muitas, mas com relação aos homens, ainda é bem menor o número, inclusive eu fiz um post falando sobre as verdadeiras mulheres de valor: http://fisicasemeducacao.blogspot.com.br/2011/11/as-verdadeiras-mulheres-de-valor.html.



Depois de todo esse blábláblá, fiquei pensando nas minhas aulas e nos meus alunos. Das dificuldades dos alunos e, mesmo nós, adultos, entenderem as distâncias no Universo. De como as coisas estão longe e de como são grandes. Afinal nunca vimos ao vivo e em cores! Por mais que a gente fale, por mais que a gente explique, é muito difícil de entender. Se essa dificuldade está em relação à distância, imagine com relação às coisas estranhas que o nosso Universo possui.
A matéria escura é uma delas: se nem os cientistas conseguem saber o que é realmente, imagine nós!
Fiquei pensando na matéria escura e na energia escura. O que seriam elas? Mas, depois de ler vários sites e o último post do site do Astro PT (citado acima), cheguei a uma conclusão sobre essa loucura toda entre matéria escura e energia escura. 


O Universo está se expandindo. Então, estamos nos afastando cada vez mais ou o Universo está crescendo? Crescendo! E numa velocidade assombrosa. E o que faz o Universo se afastar, ou melhor, as coisas contidas nele se afastar?
A resposta é: a energia escura. E o que ela é? Uma energia que afasta e ponto final.
Quer saber mais? Os nossos cientistas também. E como disse Willian Shakespeare “ Há mais mistérios entre o céu e a terra do que toda nossa vã filosofia.” E o papel do cientista é desvendar esses mistérios. Mas, não é a energia escura que afasta as Galáxias. As Galáxias estão paradas, o que está esticando é a energia escura, causando o afastamento do Universo. Para que entenda melhor tudo isso, vou fazer uma analogia.






Pegue uma bexiga e faça desenhos nela. Quando enchemos a nossa bexiga, os nossos desenhos irão se afastar, não é mesmo? Sim, mas não são os desenhos que se afastam, mas sim, a bexiga que está esticando, enchendo. Então, o Universo é a nossa bexiga e os desenhos, os planetas, satélites, asteroides  etc..
Entendeu?
E a matéria escura? Bom, se a energia escura afasta, a matéria escura atrai, não é mesmo? Sim e não, afinal ela interage com a nossa tão famosa e conhecida gravidade. E, como a gravidade atrai, ela atrai também. Mas, ela atrai porque é uma matéria escura, ou melhor, invisível, dentro do nosso Universo escuro em que a gravidade está contida.
Ela compõe 25% do nosso Universo. Nós (planeta Terra, Sistema Solar, Via Láctea e os outros planetas, Sistemas solares, galáxias e muito mais), compomos somente 4% e recebemos o nome de Matéria Bariônica. A Energia Escura é a grande campeã. Ela ocupa 70% do nosso Universo. 




Agora pensem bem!
A Energia Escura é a maior parte do Universo e ninguém ainda sabe, com certeza, o que ela é. Imaginem quando descobrirem! Saberemos inclusive qual será o futuro do nosso planeta!
Eu sei que vocês ainda estão tentando entender isso, mas, se serve de consolo, os cientistas também. Só que, para sabermos, temos que aprender e para aprender, temos que ler. Esse é o caminho para caminharmos juntos com o Universo na expansão, mas no nosso caso, expandiremos o nosso conhecimento, a nossa mente! 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Vivemos entrelaçados?


Entrelaçamento quântico, em inglês, entangled states e significa, na mecânica quântica, que é muito difícil se saber o estado individual das partículas porque, na realidade, elas estão entrelaçadas. Mesmo que elas não tenham qualquer ligação física, elas compartilham suas propriedades.





O teletransporte hoje é uma realidade, pelo menos em se tratando de partículas e na série da TV, Jornada nas Estrelas. Mas, vários filmes de ficção científica que foram feitos, estão se tornando uma realidade, pelo menos grande parte deles.
Mas, imaginação a parte, o teletransporte é uma realidade só no mundo micro, como as partículas. Em se tratando do mundo macro, se tratando de pessoas, por exemplo, a coisa se complica. E muito!







Na Física Quântica, a maior coisa a ser teletransportada até agora foi uma partícula chamada Itérbio. Essa partícula obesa contém 70 prótons em seu núcleo. Mas, há uma enorme diferença entre teletransportar um átomo gordão e um ser humano, nem que o ser humano for bem magrinho. Infelizmente!

E o motivo dessa grande dificuldade se cabe ao comportamento de cada objeto. Para poder teletransportar um abjeto macroscópico, os dois tem que estar muito ligados, correlacionados, assim utiliza-se, no caso uma partícula, para “afetar” a outra (palavras do físico Lawrence Krauss, da Universidade Estadual do Arizona). “Mas essa correlação quântica é muito frágil”.

Para que consigam teletransportar o ser humano, teriam que medir os estados de cada partícula existente nele e torcer, mas torcer muito, para que não haja nenhuma perturbação. Imaginem! O nosso corpo é formado por uma quantidade astronômica de estados quânticos, então teremos que, além de torcer, ficar à espera de um “milagre”. Mas como estamos falando da física quântica, milagres podem acontecer. (Tudo é possível no mundo quântico). Exagerei?



Só que, mesmo na ficção científica, como na série Jornada nas Estrelas, o Dr MacCoy sempre temia o tele transporte e preferia o transporte convencional. Por que será? Simples e muito sábio. Porque o teletransporte quântico não são as partículas que desaparecem de um lugar para ressurgir em outro, mas, somente sua informação que viaja de um ponto a outro entre duas partículas idênticas.



Mas, e se a Teoria das Cordas estiver certa? E se realmente existirem Universos Paralelos? E se tiver outro de nós em algum outro lugar no Universo? O teletransporte seria possível? E, se já enviamos ou recebemos informações (pensamentos e ideias) ao nosso outro “eu” em algum outro lugar e nem tenhamos consciência disso? Já pensaram?