FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Feliz Ano Novo?

 


Este ano tivemos tantos problemas, que eu tinha decidido não me manifestar aqui nesse blog, pois afinal não havia nada informativo ou bom para passar, mas infelizmente a última notícia, e a que mais me abalou, me fez rever esse conceito.

Quando o ano começou, vimos todos os desmontes feitos por esse (des)Governo inconsequente e irresponsável e eu juro que não pensei que chegaríamos a tanto! Aí veio a pandemia, que aflorou ainda mais o quanto eles são incompetentes, mas o mais triste é saber que ainda existem pessoas que aprovam o que ainda pode piorar (e vai).

Essa pandemia foi irremediavelmente agravada pela falta de incentivo à ciência, à tecnologia e à educação, junto com o desmonte das universidades públicas e as pesquisas feitas por anos e anos a fio. E como eu disse, o mais triste é que existem pessoas que ainda aprovam tudo isso, ainda restam 30%.

Ainda por cima, diante de tudo, recebo a notícia de que o companheiro do meu amigo faleceu, apesar de ele ser conhecido e um excelente divulgador científico, não divulgarei o nome porque não pedi sua permissão. Isso me abalou profundamente, foi um misto de revolta contra tudo o que está acontecendo e contra todos que compactuam com isso e com esse presidente e sua equipe de ineptos. A cada dia que passa, não me arrependo de ter me afastado de todos que insistem em aprová-lo e mesmo dos que se arrependeram, por mais que tenham se arrependido.  Foram avisados, pelo menos, #EuAvisei!

Não há espírito de comunidade, de sociedade, há um individualismo, afinal as pessoas preferem não se manifestar para não serem criticadas, para não serem chatas. Só que a questão está além disso e cobrar uma postura de, pelo menos, resguardar o outro é obrigação. Mas a maioria prefere se calar e eu vejo isso quando saio à rua e as pessoas estão sem máscaras, aglomerando, medindo a temperatura no lugar errado e ninguém, absolutamente ninguém, se pronunciando, porque não querem ser inconvenientes. Me sinto mal por ser a chata.

Eu espero que, para o próximo ano, as pessoas tenham mais pensamento crítico, que saibam diferenciar método científico de opinião, que tenham mais empatia, senso de sociedade e que percebam que as pseudociências, por mais que acreditem, podem matar. E é o que elas estão fazendo quando as pessoas se calam ou ajudam a repercutir a má informação, a anti-ciência.

A ciência, a ética e a empatia devem permear todas as ações humanas e é o que eu espero para o próximo ano. O resto será  consequência disso. Despeço-me com profundo mal-estar  desse silêncio constrangedor e cúmplice de uma sociedade individualista e egoísta, uma sociedade que está doente. Sem mais e com fontes!

https://www.youtube.com/watch?v=YgqISyhuVBU Nunca vi 1 cientista

https://www.youtube.com/watch?v=PejAXQyyCv0 Roda Viva – A Corrida da Vacina

https://www.youtube.com/watch?v=ddxJ0CBOaxA Natalia Pasternak no Band News

https://iqc.org.br/ Instituto Questão de Ciência com Natália Pasternak

https://www.youtube.com/watch?v=AK1I2arp8zk Atila Iamarino

https://www.youtube.com/watch?v=nXALjXhEYp8 Monica de Bolle

 


segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Priscilla Cruz e todos sem educação e sem saúde





Se eu fosse escrever ia utilizar muitas páginas, por isso resolvi fazer em formato de vídeo. Uma nova maneira de expressar minha ideias. Por favor, assistam, compartilhem e curtam o canal Física sem Educação.

Obrigada

domingo, 16 de agosto de 2020

Novos meios de divulgar ciência e educação

 Criei mais dois canais de  divulgação que gostaria que conhecessem. Um podcast e um canal no YouTube, ambos com o mesmo nome desse Blog. O link e os vídeos estão abaixo, por favor curtam e divulguem. Obrigada!

  Clique aqui para acessar o Podcast Física Sem Educação

Clique aqui para acessar meu canal no YouTube

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Pandemia e educação

       
   


E a educação? (Opinião)

O mundo está um caos! Estamos diante de uma pandemia altamente contagiosa que vem preocupado a todos e a todas. Em vez de as pessoas se resguardarem de uma doença que pode levar a óbito, está havendo o oposto, mais e mais pessoas saem às ruas, muitas vezes sem necessidade (não me refiro aos que são forçados a trabalhar). Muitos setores do comércio e indústria, devido às pressões econômicas, voltaram a funcionar, o que é compreensível, afinal empregos precisam ser preservados.

 Ok! Mas e a educação?

Como sabemos a educação sempre foi vista como um gasto ou um lucro, nunca como investimento. Para se manterem no poder, é mais fácil manter uma população ignorante ou alienada: ignorante, quando me refiro às escolas públicas e alienadas, quando falo dos colégios particulares. Engana-se quem acha que nas escolas privadas o ensino é melhor, ele é mais conteudista, apenas isso. Enquanto as públicas deveriam visar à formação de cidadãos críticos e conscientes e não o fazem, as particulares visam à formação de alunos para passarem nas universidades (de preferência, públicas, que deveriam ser direito dos alunos e alunas provenientes de escolas públicas) e garantirem o status quo social.


     Agora, diante desse caos, eles – os setores privados da educação – querem  retornar às aulas. Estão sentindo pressão da sociedade para isso, por motivos óbvios: muitos pais, diante da perda de ganhos e salários, estão transferindo seus filhos para as escolas públicas. Então, pressionam os governantes que pouco se importam com os verdadeiros interesses da sociedade, apenas com seus ganhos eleitorais.E como querem fazer isso? Não sabem, não garantem nada e não fazem a mínima ideia se isso será ou não possível. Então por que marcaram uma data?

     A meu ver essa data foi marcada simplesmente para acalmar os ânimos, principalmente dos setores privados e da sociedade que precisa enviar seus filhos e filhas à escola, já que o comércio e a indústria estão abertos (irresponsavelmente) e muitas famílias não têm aonde deixar os filhos e filhas.
 
     O setor privado de educação, visando ao lucro acima de tudo, pressiona o governo para a flexibilização em agosto, porque, repito, estão perdendo seus clientes que, não conseguindo pagar as altas mensalidades devido ao problema econômico, aumentam a demanda das escolas públicas.

     Que tal a população e o setor dos profissionais da educação “aproveitarem essa pandemia” para cobrarem as coisas que já deveriam ter sido feitas há muito tempo, como, por exemplo, melhorar a educação pública, que é dever do Estado e direito dos cidadãos e cidadãs; garantir uma educação de qualidade com número reduzido de alunos por sala; melhorar a estrutura dentro das escolas e, para a população mais carente, garantir o mínimo de sobrevivência como saneamento básico e alimentação, acesso à internet gratuita a todos e todas alunos e alunas entre outras coisas?

     Isso para quando voltarem as aulas que, a meu ver,  não devia acontecer neste ano, porque, se a coisa continuar como está, com os números de mortes aumentando a cada dia, a quarentena nesse setor deve se prorrogar. Enquanto isso, os setores responsáveis pela educação e a população terão tempo suficiente para se organizarem e cobrarem do poder público nossas reivindicações.