FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.
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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Como a educação e a ciência já está num buraco negro, vamos falar dele



A humanidade ainda tem jeito, eu creio nisso e essa foto, que não é bem uma foto, explica isso. Há 50 milhões de distância e depois de mais de 60 mil algorítimos conseguiram encontrar a "carinha" do maior monstro do Universo...BURACO NEGRO. Entenda como tudo aconteceu e a sua importância...



E o melhor é que foi uma mulher que foi primordial na decodificação de tudo isso...


A Teoria Da Relatividade de Albert Einstein foi comprovada, mas não só ela, pois depois dela tem bem mais coisa...

                                       

E é claro que houve fake news e sexismo, nem a ciência escapou...

                                        


quarta-feira, 24 de junho de 2015

O circo a física com todas as disciplinas dentro do currículo do estado

Projeto: O circo

Introdução:
A educação básica tem por finalidade, segundo o artigo 22 da LDB, “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.Todas as atividades da escola são curriculares, por isso temos que romper essa dissociação entre cultura e conhecimento e o circo proporciona tanto essa cultura quanto, em trabalho conjunto, o conhecimento. O currículo em si é um espaço de cultura.  A proposta de se trabalhar com projetos é proporcionar um ambiente favorável para o saber, por isso fiz questão de englobar todas as disciplinas referentes ao primeiro ano do Ensino Médio e, mais precisamente, incorporei ao projeto as propostas curriculares de todas as matérias do final do primeiro bimestre e começo do segundo.
A interdisciplinaridade faz parte do currículo oficial do estado, incluindo uma educação à altura dos desafios contemporâneos, ou seja, a construção da identidade, da autonomia e da liberdade como criadores de conteúdos dentro de um conceito abrangente. Com a nova proposta de uma escola que também aprende, onde os professores e gestores passam a ser agentes formadores, os que estimulam ações de uma construção coletiva, nada mais de acordo com essa ideia  do que a incorporação de, neste caso, uma ferramenta tão rica quanto o circo.
As competências farão parte desse projeto, como veremos a seguir:
Arte: O currículo do primeiro bimestre do primeiro ano contempla o circo, artes circenses; circo tradicional; circo contemporâneo; palhaço/clow e a tradição cômica; folia de reis; palhaços de hospital e pré-projetos de intervenção na escola.
Criação de um circo envolvendo:

1.       Português:
-Compreensão e discussão oral
 -A oralidade nos textos escritos
-Expressão oral e tomada de turno
 -Discussão de pontos de vista em textos literários
As diferentes mídias, principalmente na criação de textos para apresentação dos palhaços, ou mesmo do apresentador, propagandas de rádio, televisão etc. O mural escolar como espaço de expressão e informação, colocando as apresentações nos murais e desenvolvendo a criatividade. A Literatura na sociedade atual, através de textos desenvolvidos e difundidos no espaço do circo criado.

  Filosofia
‐ Imagem crítica da Filosofia.
 ‐ O intelecto: empirismo e criticismo.
‐ História da Filosofia: instrumentos de pesquisa.
 ‐ Áreas da Filosofia.
A existencialidade de um palhaço, a ambigüidade de seus sentimentos, tristeza e alegria, sombra e luz, graça e desgraça. História de um palhaço triste. Jogral de texto filosófico com uma explanação crítica sobre o Panem etc Circenses (Pão e Circo) moderno e pós moderno, associando-o com o Coliseu Romano onde o povo, com seu fascínio pelos gladiadores e feras, permaneciam mentalmente anestesiados. A realidade hoje é a mesma, pois hoje, vivemos a realidade do “Coliseu Eletrônico”, vivemos a “Sociedade do espetáculo”. Tudo vira show e a própria religião entra no esquema.

Sociologia:
-O que permite ao aluno viver em sociedade?
 ‐ A inserção em grupos sociais: família, escola, vizinhança, trabalho.  
‐ Relações e interações sociais.
 ‐ Socialização.
O homem como ser social em diferentes realidades, pois um circo migra para diferentes culturas e lugares; portanto, pode-se contar a história de cada uma delas, com pesquisas feitas pelos alunos.



https://mceciliamaciel.wordpress.com/category/circo/



3.       Química:
-Transformações químicas no dia a dia: a) evidências; b) tempo envolvido; c) energia envolvida; d) reversibilidade.
-Reagentes, produtos e suas propriedades: a) caracterização de substâncias que constituem os reagentes e produtos das transformações em termos de suas propriedades; b) Separação e identificação das substâncias
Transformações químicas feitas nas mágicas.

      Matemática:
-Funções
-Relação entre duas grandezas.
- Proporcionalidades: direta, inversa, direta com o quadrado.
-Função de 1º grau.
-Função de 2º grau.
Desde sua construção e montagem,  o circo e os cenários englobam conteúdos geométricos e matemáticos, com o uso de funções, como também os jogos apresentados no circo que podem conter estruturas matemáticas.
http://www.maisequilibrio.com.br/fitness/a-alegria-do-circo-e-a-atividade-fisica-3-1-2-161.html

     Física:
-Quantidade de movimento linear: variação e conservação
-Leis de Newton
Movimentos, velocidades, aceleração, quantidade de movimento e conservação fazem parte de tudo o que se movimenta dentro de um circo, desde malabaristas, dançarinas, trapezistas etc. e as leis de Newton completam esse contexto.

6.       Geografia:
-Geopolítica do mundo contemporâneo
-A nova desordem mundial
-Conflitos regionais
-Os sentidos da globalização
- A aceleração dos fluxos
-Um mundo em rede
Os conflitos contados em histórias criadas para os palhaços e a representação da globalização contada de forma engraçada e criativa.
http://www.vidacandanga.com.br/noticias/circo-khronos-no-boulevard-shopping/


7     Educação Física:
-Esporte
-Modalidade individual: atletismo, ginástica artística ou ginástica rítmica
– A importância das técnicas e táticas no desempenho esportivo e na apreciação do espetáculo esportivo
 Incluem trapézio, báscula russa, mastro chinês, monociclo, perna-de-pau, tecido etc.
·        Modalidades sem materiais (corporais): acrobacias, contorcionismo, palhaço, mímica, malabares, acrobacias, contorcionismo.  Dança, ginástica, movimentos fazem parte do conteúdo apresentado no primeiro ano.
http://www.fef.unicamp.br/fef/sicirco

     História:
-A Civilização Romana e as migrações bárbaras
-Império Bizantino e o mundo árabe
-Os Francos e o Império de Carlos Magno
Grécia antiga: as paradas de mão e as apresentações de força e de equilíbrio eram praticadas nos jogos.
Em Roma, surgiu o Circo Máximo, que foi destruído em um incêndio. No mesmo local, foi construído o Coliseu, onde inicialmente eram apresentadas excentricidades. Entre 54 e 68 d.C., o Coliseu passou a ser palco de espetáculos violentos, como a perseguição aos cristãos, descaracterizando as artes circenses. A civilização grega e o circo, as arenas, a reconstrução da época. Alegria e cidadania.

Biologia:
Equilíbrio dinâmico de populações
-Relações de cooperação e competição entre os seres vivos
-Densidade e crescimento da população
-Mudança nos padrões de produção e de consumo
Relações de competição e de cooperação que fazem parte de uma comunidade e o circo representam essa comunidade, a cooperação e a competição; dentro do contexto social, as mudanças de padrões e de consumo podem caracterizar a impopularidade atual do circo, com exceção de algumas grandes produções circenses.

Inglês:
-Texto informativo (o uso de tempos verbais, conjunções e preposições)
-Produção: folheto com programa de intercâmbio para alunos estrangeiros que desejam estudar no Brasil
Criação de panfletos e divulgação do circo em língua inglesa.   
http://www.portalaz.com.br/noticia/municipios/244404_teresina_e_so_alegria_circo_de_moscou_no_gelo_um_espetaculo_de_arte.html





Conclusão:

Como o próprio currículo contempla a prioridade para a competência escrita, os textos, tanto em seu aspecto formal (poema, prosa, teatro) quanto em seu aspecto conteudístico (ciência, cultura, narração etc) farão parte da construção de todo o cenário, enfatizarão os atos de leitura e pesquisa em todas as disciplinas. Vale insistir que o currículo hoje não contempla uma maior quantidade de ensino, mas uma melhor qualidade e nada melhor do que a interdisciplinaridade e as relações humanas, tanto de aluno/aluno quanto professor/aluno. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Projeto: A Física no Skate

A física do skate



O skate surgiu na década de 60, na Califórnia. Como os surfistas ficavam frustrados por não haver ondas no mar decidiram surfar em terra firme, assim, ao invés de usarem patins, colocaram rodas em “pranchas”, obviamente elas teriam que ser bem menores.

Naquela época os skates não tinham nose (do inglês, nariz que significa a frente do skate) e tail (que significa rabo, o fundo modificado do skate) e aí a coisa estourou. Em 1965 foram criadas pistas e revistas especializadas no esporte.

Na década de 70 houve uma revolução. Devido ao racionamento de água nos Estados Unidos, os donos de piscina tiveram que esvaziá-las e com a formação de gelo no inverno foi uma ótima oportunidade para que os skatistas aproveitassem para realizarem suas manobras.
Nos anos 80 aconteceu uma nova revolução no ramo do skate e dessa vez uma revolução científica. Quando o engenheiro Frank Nashworth criou a roda de uretano, que é mais aderente e silenciosa, com isso os skates passaram a invadir também as casas.

A partir daí surgiram os grandes nomes do skate: Tony Hawk, Steve Caballero, Tony Sims entre outros, mas foi nos anos 90 que surgiu Bob Burnsquist, que foi o idealizador da Megarampa. Construída em São Paulo. Se não conhece acesse aqui http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2008-11-23_2008-11-29.html








Física e skate tudo a ver
Foto: http://sk8naveiaa.blogspot.com.br/

Bibliografia:file:///C:/Users/user/Documents/a%20f%C3%ADsica%20do%20skate.pdf


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ensinar quem gosta é fácil e... “Educar é um ato político” (Marli Souza)








Ensinar física para quem gosta é fácil, quero ver professor desenvolver a vontade de aprender a física na maioria dos alunos. Para quem não sabe, eu tenho uma filha de 14 anos, que estuda em escola pública, aqui na cidade onde moro, Atibaia. Ela está no primeiro ano do Ensino Médio. E ouço muito suas queixas com relação a professores, algumas são descabidas, coisas de adolescentes, mas outras com fundamento.


Uma que me chamou a atenção foi em relação a sua professora de física, que por um motivo que ela disse não poder explicar, saiu. Minha filha adorava a matéria e estava entendendo, inclusive usou a seguinte frase: "Física é fácil, mãe!" Eu fiquei muito contente, afinal é a minha área também.
A professora era brincalhona e gozadora, coisas que alunos adoram, tipo professor de cursinho. Eu, como professora de física, não tenho esse perfil, sou séria, mas acho demais professores que fazem isso. Só que, apesar de minha seriedade, tento passar a física numa linguagem mais acessível, pois sei da defasagem deles com relação à linguagem científica.


Não acredito no sistema construtivista, acho isso uma piada de mau gosto. Acredito que os alunos devem aprender a linguagem matemática e das ciências e não o contrário, como é sugerido hoje. Nosso aluno tem capacidade, e muita, para desenvolver e aprender essa linguagem matemática, só falta a preparação adequada.
Esses alunos já estão vindo de um sistema educacional falho, de uma falta de incentivo por um senso crítico e ainda por cima com professores desmotivados por “N” motivos que não vêm ao caso agora, por isso, acredito que a ciência e a linguagem matemática deve ser ensinada e desenvolvida na infância. A criança é curiosa e, se ela for estimulada, poderemos formar grandes cientistas. É claro que não serão todos que irão se tornar cientistas, cada um tem a área com que mais se identifica, mas teríamos mais cientistas, com certeza.
Bom, voltando à história da minha filha, o novo professor, que eu não conheço, é um professor universitário, com mestrado ou doutorado, inclusive, só não sei se é verdade o doutorado, mas, enfim, ela reclamou que ele não sabe explicar, que ela não entende nada. Eu perguntei o que ele tinha dado, ela não soube responder e nem tinha copiado a matéria. Claro que chamei sua atenção, afinal, teria que ter copiado a matéria e me pedido explicações, só que o jovem hoje, faz exatamente isso, errado, mas faz. E não podemos culpá-los, a educação permissiva está tornando esses adolescentes revoltados contra um ensino, mas sem senso crítico, ou seja, inertes.
A questão é: Quem é o culpado? Não importa, o importante é que precisamos consertar isso e está na mão do professor começar essa mudança, desenvolvendo o senso crítico dessa geração, que pode e deve mudar essa situação. Foi como eu disse no inicio desse texto: Ensinar quem gosta é fácil, quero ver ensinar a gostar. Aluno precisa ser politizado, urgente!
Abaixo segue um vídeo, muito interessante sobre motivação, que foi me enviado por Felipe Massuia, um garoto de 15 anos apenas... (sem mais comentários, vejam o vídeo)

E viva a geração Y




Aproveitando a situação atual da educação no nosso país eu, Mara Zumpano e Antonio Roberto Vigne estamos desenvolvendo um projeto para alunos do Ensino Médio, para que juntos consigamos reverter o atual quadro da nossa educação brasileira. para detalhes do projeto, acessem o link do Ciência e Tecnologia e nos procure. passou da hora de revertermos essa situação.

Acessem: