FÍSICA SEM EDUCAÇÃO
A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
Priscilla Cruz e todos sem educação e sem saúde
Se eu fosse escrever ia utilizar muitas páginas, por isso resolvi fazer em formato de vídeo. Uma nova maneira de expressar minha ideias. Por favor, assistam, compartilhem e curtam o canal Física sem Educação.
domingo, 16 de agosto de 2020
Novos meios de divulgar ciência e educação
Criei mais dois canais de divulgação que gostaria que conhecessem. Um podcast e um canal no YouTube, ambos com o mesmo nome desse Blog. O link e os vídeos estão abaixo, por favor curtam e divulguem. Obrigada!
sexta-feira, 26 de junho de 2020
Pandemia e educação
E a educação? (Opinião)
O mundo está um caos! Estamos diante de uma pandemia
altamente contagiosa que vem preocupado a todos e a todas. Em vez de as pessoas
se resguardarem de uma doença que pode levar a óbito, está havendo o oposto,
mais e mais pessoas saem às ruas, muitas vezes sem necessidade (não me refiro
aos que são forçados a trabalhar). Muitos setores do comércio e indústria,
devido às pressões econômicas, voltaram a funcionar, o que é compreensível, afinal
empregos precisam ser preservados.
Ok! Mas e a educação?
Como sabemos a educação sempre foi vista como um gasto ou um
lucro, nunca como investimento. Para se manterem no poder, é mais fácil manter
uma população ignorante ou alienada: ignorante, quando me refiro às escolas
públicas e alienadas, quando falo dos colégios particulares. Engana-se quem
acha que nas escolas privadas o ensino é melhor, ele é mais conteudista, apenas
isso. Enquanto as públicas deveriam visar à formação de cidadãos críticos e conscientes
e não o fazem, as particulares visam à formação de alunos para passarem nas
universidades (de preferência, públicas, que deveriam ser direito dos alunos e
alunas provenientes de escolas públicas) e garantirem o status quo social.
Agora, diante desse caos, eles – os setores privados da
educação – querem retornar às aulas. Estão
sentindo pressão da sociedade para isso, por motivos óbvios: muitos pais,
diante da perda de ganhos e salários, estão transferindo seus filhos para as
escolas públicas. Então, pressionam os governantes que pouco se importam com os
verdadeiros interesses da sociedade, apenas com seus ganhos eleitorais.E como
querem fazer isso? Não sabem, não garantem nada e não fazem a mínima ideia se
isso será ou não possível. Então por que marcaram uma data?
A meu ver essa data foi marcada simplesmente para acalmar os
ânimos, principalmente dos setores privados e da sociedade que precisa enviar
seus filhos e filhas à escola, já que o comércio e a indústria estão abertos
(irresponsavelmente) e muitas famílias não têm aonde deixar os filhos e filhas.
O setor privado de educação, visando ao lucro acima de tudo,
pressiona o governo para a flexibilização em agosto, porque, repito, estão
perdendo seus clientes que, não conseguindo pagar as altas mensalidades devido
ao problema econômico, aumentam a demanda das escolas públicas.
Que tal a população e o setor dos profissionais da educação
“aproveitarem essa pandemia” para cobrarem as coisas que já deveriam ter sido
feitas há muito tempo, como, por exemplo, melhorar a educação pública, que é
dever do Estado e direito dos cidadãos e cidadãs; garantir uma educação de
qualidade com número reduzido de alunos por sala; melhorar a estrutura dentro
das escolas e, para a população mais carente, garantir o mínimo de
sobrevivência como saneamento básico e alimentação, acesso à internet gratuita a
todos e todas alunos e alunas entre outras coisas?
Isso para quando voltarem as aulas que, a meu ver, não devia acontecer neste ano, porque, se a
coisa continuar como está, com os números de mortes aumentando a cada dia, a
quarentena nesse setor deve se prorrogar. Enquanto isso, os setores
responsáveis pela educação e a população terão tempo suficiente para se
organizarem e cobrarem do poder público nossas reivindicações.
sexta-feira, 5 de junho de 2020
EAD! Sim ou não?
Fonte: Medium
Fonte: Prefeitura Municipal de Iguaí
É tanta coisa acontecendo e tanto para falar que é difícil
focar em apenas um assunto. Assim, resolvi falar do que atinge a mim e a todos
os professores e professoras: a educação remota.
Quem me acompanha tem conhecimento do quanto lutei para que,
na época a reforma do ensino médio, não fosse aprovada, pois eu sabia que
aquela seria a porta de entrada para a privatização da educação. Mesmo que o
país tenha mudado de lá para cá (para pior) e que estejamos diante de uma
pandemia, a coisa não só foi acentuada e adiantada, como também a tão temida
educação a distância entrou em curso. Afinal, por mais que queiram dar um nome
diferente, quem acompanha as notícias da educação sabe que isso vai acontecer.
É engraçado que, apesar da tecnologia ser boa e nos fornecer
inúmeros confortos, ela seja tão temida. Quando a televisão fazia parte da vida
dos brasileiros e começaram a implantar o ensino a distância através dela,
houve um enorme rebuliço de que os professores seriam substituídos. Só que o
EAD nos remete a muito antes disso, a 1900. Sabiam disso?
Nessa época os jornais de circulação ofereciam cursos de
profissionalização via correspondência e o marco referencial disso tudo
aconteceu em 1904 com as Escolas Internacionais.
Logo depois, em 1923, com a chegada do rádio, esses cursos
se multiplicaram e aí tínhamos desde cursos bíblicos oferecidos pela escola
Adventista até os cursos profissionalizantes pelo SENAC. Mas, infelizmente,
enquanto os sistemas internacionais implantavam esse sistema, o nosso país, mais
uma vez, em 1969, houve o desmonte da iniciativa devido à censura.
Em contrapartida veio a televisão com fins educativos, a
teleducação, e a EAD ganha legitimidade com a Lei das Diretrizes e Bases da
Educação. Vale lembrar que, desde aquela época, a intenção era diminuir custos
e também havia o mesmo rebuliço com relação aos professores, de que poderiam
ser substituídos. A grande questão é que esse tipo de ensino exige uma outra
postura, tanto de professores quanto de alunos e a maioria deles não foi preparada
para essa nova modalidade de ensino. E o medo é mais do que natural.
Fonte: Prefeitura Municipal de Iguaí
Diante de tudo isso uma coisa chama muito a atenção, não
importa as formas como será feito o ensino, se os profissionais não forem
capacitados para tal, nada vai adiantar, nem presencial, nem pela televisão e
muito menos pela internet, pois a grande questão nisso tudo é o acesso dos
alunos e professores a essa nova forma de ensino.
Então, a luta não deveria ser contra essa modalidade, mas em
como garantir que todos e todas tenham acesso e, com isso, a luta pelas desigualdades
sociais, que estão diretamente ligadas a esse tipo de ensino, porque não basta
fornecer a educação, mas também saneamento básico e condições de vida digna.
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