FÍSICA SEM EDUCAÇÃO

A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

sábado, 29 de junho de 2013

'PÁTRIA MADRASTA VIL' - Clarice Zeitel Vianna Silva,


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. 

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ


'PÁTRIA MADRASTA VIL'


Onde já se viu tanto excesso de falta? 
Abundância de inexistência... 
Exagero de escassez... 
Contraditórios? 
Então aí está! 
O novo nome do nosso país! 
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. 
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. 

Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'

Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. 
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. 

A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. 

Uma segue a outra... 
Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição.

Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí. 

O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. 
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... 
Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? 
De que serve uma mãe que não afaga? 
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. 

Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? 
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? 
Ser tratado como cidadão ou excluído? 
Como gente... Ou como bicho?

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Até os franceses sabem o por que da revolta, só faltam os brasileiros

Por que os brasileiros se revoltaram

POR JAQUELINE NIKIFOROS (20 JUNHO DE 2013)
Depois que o movimento Occupy nos Estados Unidos ou "indignados" na Espanha, é a vez da juventude brasileira se revoltar. O motivo: um aumento no preço dos transportes públicos das infra-estruturas estão falhando. Com o pano de fundo das enormes somas de dinheiro para a Copa do Mundo e a crise da representação "democrática" brasileira, em grande parte nas mãos de uma oligarquia. 

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Segunda - feira 17 de junho Uma data que vai entrar para a história de uma sociedade acostumada a grandes manifestações populares. As manifestações contra o aumento do custo das tarifas de transportes públicos têm atraído cerca de 500 000 pessoas nas principais cidades do Brasil. Esta é a maior manifestação dos últimos 20 anos, desde o impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992, por corrupção.
No Metrô de São Paulo, os manifestantes gritavam: "O povo acordou! "  :

Os protestos começaram no início de junho, em São Paulo, a maior cidade do país. Milhares de pessoas saíram às ruas para reivindicar o aumento de 20 por cento no preço dos bilhetes (ônibus, metro e trem). Em 13 de junho, eles mostram, pela quarta vez, quando a marcha pacífica foi brutalmente reprimida pela Polícia Militar (que depende do estado de São Paulo). A repressão, pois uma centena de feridos. Ela foi imediatamente condenada pela Anistia Internacional . 160 pessoas foram presas. Vários jornalistas que cobriam a mobilização foram atacados e presos. Alguns deles são até mesmo hospitalizado devido à gravidade de seus ferimentos. Sem precedentes desde o episódio da ditadura militar (1964-1985).

Fotógrafo Sérgio Silva, a agência Futura Press, e ver Giuliana Vallone, o jornal Folha de São Paulo, ficaram feridas nos olhos, disparado por balas de borracha.
A repressão em São Paulo desencadeou protestos em todo o país. Em 17 de junho de meio milhão de pessoas tomaram as ruas de Brasilia, Rio, São Paulo ... 19, milhares de pessoas tentam se aproximar do estádio de Fortaleza, onde o time de futebol do Brasil disputam uma partida contra o México. Como maiores tarifas de transporte para os brasileiros é colocado em perspectiva com as enormes somas gastas na preparação da Copa do Mundo. Quase a metade de um bilhão de euros foram gastos apenas para a reforma do estádio do Maracanã, no Rio!
Na vanguarda dos protestos, o Movimento "Passe Book" (MPL) - Pass (transporte) Livre -"luta do movimento social autônomo e independente horizontal para um transporte público verdadeiramente livre para toda a população e livre de operador privado " , comoele explica em seu site . O movimento foi criado em 2005 para unir as lutas e reivindicações que surgem em diferentes metrópoles do país desde o final dos anos 90.Composta principalmente de jovens entre 15 e 30 anos, MPL tem continuado a crescer, aumentando o coletivo e ganhar mais participação da juventude.
No país se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2014, a oferta de transporte público continua precária. As quatro maiores cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília) tem disponíveis, juntos, 170 km de rede.Em São Paulo, mais de 4 milhões de pessoas utilizam sistemas e metrô diariamente. A linhas de metrô que se estendem mais de 74 km - três vezes menos do que Paris - e inclui 64 estações para cobrir 1.522 km² que formam a cidade. Em comparação, Paris, que é catorze vezes menor (105 km²) tem mais de 300 estações e 220 quilômetros de redes. No Rio de Janeiro, a situação é ainda pior, com apenas 35 estações ...
O ônibus ainda é o principal meio de transporte público usado pela população.Mas a frota está envelhecendo, não pode atender a demanda de forma satisfatória  . O serviço é comercializado por empresas privadas através de um sistema de concessão pública. Em São Paulo, o recente aumento dos preços forçou a população mais carente, obrigada a jornadas longas e árduas de trabalho, a sacrificar uma parte do seu orçamento de alimentos.Enquanto isso, as empresas de ônibus, um recorde de 45 milhões de renda mensal de aproximadamente (131 milhões de reais). 70% desse valor é pago pelos passageiros.
Brasileiros lutam para anular o aumento de vinte centavos - o que, na França, parece ridículo - revela um negócio muito maior. E mostra o esgotamento da democracia representativa no Brasil como um todo. Para a maior parte dos manifestantes, não é uma revolta contra "qualquer coisa" ou um governo em particular, mas contra um aumento da taxa suportada por todos os poderes em um sistema de representação e tomada de decisão crise.
A mudança fundamental que a grandes maioria dos brasileiros procuram maior. Estes meios, historicamente próximo ao poder e concentrada nas mãos de grandes fortunas tentou, como a poderosa emissora Globo, neutralizar o potencial da revolta que conquistou o país, concentrando-se primeiro atos de "vandalismo" ou caracterizou os manifestantes como "bandidos", ao invés de informar sobre o conteúdo das reivindicações. Quando a mídia percebeu que o movimento era grande demais para compensar o tamanho, eles começaram a reproduzir o conteúdo. Os mesmos meios de comunicação e colunistas que condenaram as primeiras manifestações, descrevendo-os como "vândalos", agora mudam suas próprias narrativas de um movimento, de repente tornou-se "tranquilo", mas reduzindo-a a uma mobilização para um "Brasil melhor". Resumindo: a despolitização. Nas ruas e nas redes sociais, o movimento está contra-atacando, opondo-se esta tentativa de despolitizar eventos.
Isso não impediu que o movimento continue. Em 18 de junho, em São Paulo, um dos manifestantes se reuniram em frente à Câmara Municipal gritando "não violência", enquanto outro respondeu "não burguesia." No dia seguinte, no final do dia, o governo cedeu aos protestos e anunciou a suspensão do aumento.Juventude MPL e organizações de esquerda não só ganhou uma importante batalha, mas reforçou outro mobilizações em andamento e recuperou a confiança na força e poder de mobilização popular.


Leia a notícia no Jornal Francês  BASTA!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Verás que um filho seu não foge à luta!


      Vocês não imaginam a emoção que eu sinto por estar vendo toda essa movimentação nas ruas, vendo nossos jovens, que estavam "alienados", dando um show de democracia. Fiz parte dos Caras Pintadas, fui às ruas, lutei contra o sistema e agora, depois de tantos anos, vejo os jovens, como minha filha, ir às ruas e reivindicarem por justiça, dignidade. Por mais que muitos falem que os "Caras Pintadas" foi um manifesto feito pela oposição, acreditem, não foi, eu estava lá!  Essas pessoas que dizem que esse manifesto e o anterior foi manobra política, não estavam lá.

O jovem de hoje não é manipulado, manipulados foram e continuam sendo os da geração anterior à deles. A luta aqui não é contra um partido, mas contra um sistema que está errado a muito tempo e para aqueles que ainda são contra esse protesto, eu lamento e dou graças, mil vezes graças, por essa geração ser "alienada politicamente".

Acordamos! E a minha emoção de ver meus alunos lutando, reclamando e reivindicando não tem preço. Espero que isso não acabe por aqui. Espero que esse movimento seja utilizado pelos professores para politizarem nossos alunos.

Não podemos deixar mais a "poeira baixar", agora vamos mostrar o que é ser brasileiro! Avante Brasil!

Ao vivo no link o protesto: AQUI

domingo, 16 de junho de 2013

Comece a ser um cineasta pelo Brasil!



A pouco tempo compartilhei um projeto onde eu, Mara Zumpano e com a orientação e colaboração do cientista político Antonio Roberto Vigne estamos realizando. Esse projeto não visa lucro, mas visa algo muito maior, que é o futuro de um país melhor.
Um amigo virtual,  João Paulo Freitas, que possui um site sobre Ciência e Teconologia está nos ajudando com a divulgação dele. E não só ele como várias páginas do Facebook. Citando algumas:

  A Educação é a Arma para Mudar o Mundo
Criar o Partido PEJUB
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Fundação Lemann
Ministério Público do Estado de São Paulo
Rede de Mobilização Social (RMS)
Amigoescola Campogrande
Sou Contra Aprovação Automática nas Escolas
Os vereadores de Atibaia: Paulo Jesus e Rodrigo Parras
A Revista Ciência Hoje
Entre outros...


Agora precisamos de apoio para colocar o projeto em prática e aos professores interessados, selecionei algumas dicas que peguei no site Escola do Minuto:

- Criar uma situação em sala de aula para desenvolver o estímulo de fazer essa atividade em vídeo;
- Intermedia/orientar para que seus alunos produzam o vídeo sozinhos;
- Pesquisa: Ensiná-los a pesquisar;
- Escolher um vídeo que você adora com coisas para compartilhar, transmitir uma paixão para o aluno;
- Comentar coisas no decorrer do vídeo ou filme escolhido, pausando, para que os alunos entendam o que é a linguagem áudio visual.

A melhor coisa a ser feita é prestar atenção aos detalhes do vídeo; Como a câmera está posicionada, a linguagem, o áudio, a trilha sonora para que você tenha algo a ser compartilhado com eles. Isso serve para para estimular, tanto no professor, quanto no aluno, a percepção áudio visual e pode ser feito com vários vídeos curtas também e comparar o vídeo longo (filme) e complexo e o vídeo de minuto, curto e simples.

O formato do minuto é simples, não tem roteiro, se falam de ideias. Essas ideias são mais simples, pode ser colocada fotos, coisas, natureza e em um minuto basta usar a criatividade. O primeiro pode ser com a câmera parada, sem nenhum tipo de movimento, apoiada num tripé. Pode ser com imagens aceleradas, de trás pra frente, pode ser feito com a presença de vários personagens, mesmo que todos seja um só, enfim, existem vários meios e a criatividade, junto com o conteúdo, é o que conta.

Lembre-se, o foco não é a sua escola e sim a educação. No site Escola do Minuto há um monte de dicas e você pode, além de se tornar um cineasta, colaborar para a educação política desse país. Construindo um Brasil melhor!


Acessem a página: Se liga na Parada: Debatendo Direitos e Deveres e comece a divulgar o seu vídeo. Obrigada!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Um voto pela Divulgação Científica.

Para aqueles que não conhece o Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica é

um prêmio, oferecido pelo CNPQ que premiará o pesquisador ou escritor enquanto 

divulgador da ciência, Tecnologia e Inovação para o grande público

Esse ano concorrerá ao Prêmio um professor a quem admiro muito, o professor Francisco

 Caruso, a quem tive a oportunidade de conhecer a alguns anos atrás. Gostaria de contar com

 o voto de todos, pois ele, com certeza, merece, para votar basta mandarem.Se quiserem 

manifestar seu apoio ao nome do professor para o email: pjr@cnpq.br. Obrigada!