FÍSICA SEM EDUCAÇÃO
A única maneira de fazer o Brasil progredir é com educação, informação e caráter.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Currículo à la carte promete acabar com o que já está ruim
O deputado estadual Carlos Gianazzi do PSOL lança um Projeto de Lei em regime de urgência que sugere uma coisa que vai acabar de acabar com a educação pública.
O aluno poderá escolher as matérias que ele quer estudar no ensino médio. Bom, isso acaba com qualquer aspiração do aluno em pleitear uma faculdade, principalmente alunos carentes, que não tem condição de fazer cursinhos preparatórios.
No ensino médio a grande maioria não é incentivado a fazer uma faculdade, nem pelos pais e, muitas vezes, nem pela escola, mas detonar com isso é demais!
Com isso o deputado se mostrou ser mais um que não tem interesse na educação do país e na melhora do ensino público, muito pelo contrário, se mostrou um político que deseja um ensino ruim para que continuem votando na máfia que se encontra no poder, e não me refiro a nenhum partido, mas a todos.
Já mandei e mail ao deputado e espero que todos façam o mesmo, pois se ninguém fizer nada nossos estudantes vão ficar cada vez pior e o país junto.
A responsabilidade é nossa!
Segue os links da Folha de São Paulo com a notícia, publicada no dia 04/08/2015
http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/08/1664558-sao-paulo-tera-curriculo-escolar-flexivel-para-o-ensino-medio-publico.shtml?cmpid=compfb
E o projeto de lei do deputado, atente-se para o item 22.2:
http://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=1269492
E aqui a página do deputado para que todos mandem e mail pedindo que mudem essa cláusula
http://www.al.sp.gov.br/alesp/deputado/?matricula=300485
quarta-feira, 29 de julho de 2015
GT USP Escola - Venha participar!
Nesse sábado teremos uma reunião com Ítalo Dutra, um dos coordenadores da Comissão de Articulação, Mobilização e Infraestrutura do MEC, para discutirmos a Base Nacional Comum entre outras coisas.
A reunião será no Instituto de Física da USP, ala Central, sala 211.
Todos estão convidados a participar dessa reunião, que é de suma importância para a educação do país.
Se não puder comparecer participe on line com a nova página criada: Dialoga Brasil. Reforçando: A sua participação é muito importante
Acessem o link do Dialoga Brasil clicando aqui
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Um resumo sobre a Comissão de Educação - Reformulação do Ensino Médio
No dia 07/07/2015, houve uma comissão de educação para
reformulação do ensino médio, um tema bastante polêmico que vem sendo discutido
há muito tempo, mas nada sendo feito e o resultado disso são os índices
piorando a cada ano. Aliás, houve melhoras, mas são irrelevantes perto dos
números baixos já apresentados.
Quem presidiu a
comissão foi a deputada do DEM – TO Dorinha Seabra Rozende. Quem abriu o
discurso foi a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
(UBES), Bárbara Melo, que depois teve que se ausentar por causa de outro
compromisso.
A primeira crítica dela foi a respeito do horário, diz que
sete horas é muito cedo, e a forma que a escola se comporta quando o aluno
chega atrasado, não deixando entrar. Bom, quanto ao horário, não vejo problemas
nisso, afinal eles (alunos e alunas) terão horários a serem cumpridos em seus
futuros empregos e quanto à escola proibir o aluno de entrar quando chega
atrasado, há muitos pontos a serem levados em consideração. Obviamente o aluno
pode chegar atrasado, desde que isso não seja frequente, isso cabe em cada
regra de cada escola, mas vamos entender que na profissão que ele seguir não
poderá chegar atrasado, concorda? A função da escola não é educar para a vida?
Então, regras fazem parte da vida e devem ser cumpridas, a intolerância deve
ser combatida, obviamente, mas não permitindo tudo sempre. Que espécie de
adolescente e futuro trabalhador estaremos formando se formos permissivos
sempre? Tudo deve ser dosado.
Ela diz que a escola reproduz preconceitos e não deveria.
Concordo plenamente! Mas isso já está sendo feito, mas mais do que contar com a
escola temos que contar com a sociedade e, mais ainda, com a mídia. Há políticas
trabalhando nisso, tudo é uma questão de tempo.
Quanto à conexão entre as matérias, também concordo, mais do
que isso, os professores devem ser devidamente preparados para essa
interdisciplinaridade e ela deve acontecer, aliás, passou da hora.
Com relação ao celular em sala de aula, antes de tudo, os
professores devem ser, novamente, preparados para lidar com essa nova
tecnologia e mais importante, tem que haver a mudança de uma cultura, Claro que
a escola também deve ser preparada, já que professor sozinho não consegue
competir com a tecnologia se não estiver muito bem preparado e amparado pela
escola.
A verba da escola deve ser, antes de mais nada, fiscalizada,
bem investida, não adianta ter mais verba e investir em tablets para os alunos,
por exemplo, não que isso não seja válido, é muito, mas precisamos preparar a
escola (corpo docente e discente) para essas novas tecnologias. Todos os
comentários dela foram bem importantes e relevantes.
A comissão foi composta de cinco mesas, cada mesa com cinco
membros de diversos orgãos:
1 – Tema Central: Organização curricular e base nacional
comum.
2 – Jornada escolar ampliada e condições de oferta para o
ensino médio.
3 – Instrumentos de avaliação do Ensino Médio
4 – Formação de professores e gestores
5 – Integração do ensino médio com a educação profissional.
Wilson Filho (PTB-PB) e membro da Coordenadoria Estadual dos
Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) http://www.conseg.sp.gov.br/, enviou um
relatório com algumas metas que a comissão entendeu que ainda não era possível
de alcançar em tão pouco espaço de tempo, como o ensino integral em 10 anos e 50%
de todos os adolescentes na escola em mais 10 anos.
Quanto ao primeiro, tenho minhas ressalvas, apesar de ser
uma boa medida, mas muita coisa ainda deve ser pensada e isso será novamente
comentado mais adiante.
Ele conseguiu algumas conquistas, como transformar o ENEM
como parte do currículo e o terceiro ano do ensino médio enfatizando o que o
aluno quer aprender.
José Fernandes Lima do Conselho Nacional de Educação
enfatiza pontos muito importantes. O primeiro questionamento que faz está
relacionado com a escolha de conteúdos que ele diz ter que estar de acordo com
os interesses da sociedade e pergunta: Educação é para quem? Para quê? E como?
Na Constituição constam as duas primeiras indagações. Para quê?
Para o desenvolvimento pleno, o exercício da cidadania e o desenvolvimento do
trabalho. Para que? A resposta encontra-se no artigo 3° da mesma, para
construir uma sociedade justa e ele chama a atenção para um item que o cidadão
brasileiro deve levar em consideração: O ENSINO MÉDIO É UM DIREITO, é a etapa
final da educação básica para desempenhar o exercício de cidadania e o desempenho
para o trabalho, como já foi dito acima, ou seja, é para todos e não pode ter
diferenças entre pobres ou ricos.
É o que acontece?
Ele faz diversos questionamentos que valem a pena ser comentados. Um deles - que venho enfatizando sempre - é se
o currículo funcionasse realmente, se fosse aplicado, o ensino médio estaria muito melhor. E é
verdade, afinal, como ele mesmo fala, se o piso não é pago e se temos poucas
escolas com laboratórios de ciências, por exemplo, como queremos que o ensino seja
de qualidade? E completa, O Plano Nacional de Educação (PNE), não pode se
limitar aos conteúdos, tem que ser apenas um pano de fundo.
Logo depois, Eduardo Dechamps, presidente do Conselho Nacional
de Secretários da Educação (CONSED), defende a formação de professores e diz
que o ensino médio sozinho não resolve, deve-se ter um olhar para o fundamental
II, pois ele está abandonado e também defende um currículo mais genérico. Os
estados devem definir suas propostas e ressalta que a Base Nacional Comum (BNC)
não pode ser engessada, mas que seja a essência para que o Brasil garanta o que
seja ensinado como um todo, em todos os estados. Além disso, defende uma maior
autonomia dos professores e, para isso, uma melhor formação e preparação.
Ítalo Dutra, diretor de currículo do Ministério da Educação
e Cultura (MEC) faz muitas considerações importantes sobre para que serve o BNC
e também defende uma maior autonomia do professor. Ressalta que, até setembro,
haverá um canal aberto com a comunidade para que opinem nas considerações
finais a respeito do currículo e, até setembro, será entregue um documento
preliminar.
Um dos comentários que mais me chamou atenção foi o do
deputado Reginaldo Lopes – PT – MG, entre vários, pois o discurso dele vale a
pena ser visto também. Ele diz que o currículo, atualmente, “fala de tudo mas
não ensina quase nada”, o que é verdade e ele pede ao MEC que dê conta de
controlar o Mangabeira Unger, o Ministro de Assuntos Estratégicos, para
entender melhor essa história (veja o vídeo no final).
Após os comentários individuais, começam as mesas e só
ressaltarei comentários que achei relevantes, como o do Ismar Barbosa Cruz do
Tribunal de Contas da União. Ele enfatiza a valorização de professores e
gestores, os financiamentos e o déficit de professores, principalmente de
física, química, sociologia e filosofia. Aponta os números que valem a pena ser
vistos e chama a atenção à discrepância entre os valores informados entre a
Secretaria do Tesouro Nacional e o Centro
Integrado de Operações (Ciop), em 2011, com uma diferença de
19 bilhões entre um dado e outro e, em 2012, 13 bilhões, ou seja, falta
fiscalização. Além disso, chama a atenção do MEC para apresentar medidas de
avaliações por escola, uma falta de regulamentação de um padrão mínimo e
medidas de recursos ideais.
Wisley João Pereira,
da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, fala o que todos os
gestores escolares e professores, acredito, desejariam, ele diz que precisam
parar com a teoria e irem para a prática e chama a atenção para fatos que,
visivelmente, desconhecem ou insistem em ignorar. Para que se tenha uma jornada
ampliada, no ensino integral, tem que haver uma infraestrutura, não é só aula,
“precisamos de coragem para deixar o discurso e ir para a prática, as condições
atuais são contrárias às jornadas ampliadas”. Segundo ele, o que seria mais
importante, antes de mexer no currículo, é o déficit de professores e a
formação dos professores. Um detalhe, ele é professor de física e fecha com
chave de ouro as minhas considerações sobre a comissão feita.
Não terminou com
ele, mas eu termino por aqui, porque o restante deve ser visto e analisado,
pois houve muitos comentários que eu posso não ter levado em conta, mas que
foram tão importantes quanto esses que enfatizei. Acessem o vídeo abaixo, pois
vale a pena ver os detalhes do que foi discutido.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
O circo a física com todas as disciplinas dentro do currículo do estado
Projeto: O circo
Introdução:
A educação básica tem por
finalidade, segundo o artigo 22 da LDB, “desenvolver o educando, assegurar-lhe
a formação indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios
para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.Todas as atividades da
escola são curriculares, por isso temos que romper essa dissociação entre
cultura e conhecimento e o circo proporciona tanto essa cultura quanto, em
trabalho conjunto, o conhecimento. O currículo em si é um espaço de cultura. A proposta de se trabalhar com projetos é
proporcionar um ambiente favorável para o saber, por isso fiz questão de englobar
todas as disciplinas referentes ao primeiro ano do Ensino Médio e, mais
precisamente, incorporei ao projeto as propostas curriculares de todas as
matérias do final do primeiro bimestre e começo do segundo.
A interdisciplinaridade faz parte
do currículo oficial do estado, incluindo uma educação à altura dos desafios
contemporâneos, ou seja, a construção da identidade, da autonomia e da
liberdade como criadores de conteúdos dentro de um conceito abrangente. Com a
nova proposta de uma escola que também aprende, onde os professores e gestores
passam a ser agentes formadores, os que estimulam ações de uma construção
coletiva, nada mais de acordo com essa ideia do que a incorporação de, neste caso, uma
ferramenta tão rica quanto o circo.
As competências farão parte desse
projeto, como veremos a seguir:
Arte: O currículo
do primeiro bimestre do primeiro ano contempla o circo, artes circenses; circo
tradicional; circo contemporâneo; palhaço/clow e a tradição cômica; folia de
reis; palhaços de hospital e pré-projetos de intervenção na escola.
Criação de um
circo envolvendo:
1. Português:
-Compreensão e
discussão oral
-A oralidade nos textos escritos
-Expressão oral
e tomada de turno
-Discussão de pontos de vista em textos
literários
As diferentes
mídias, principalmente na criação de textos para apresentação dos palhaços, ou
mesmo do apresentador, propagandas de rádio, televisão etc. O mural escolar
como espaço de expressão e informação, colocando as apresentações nos murais e
desenvolvendo a criatividade. A Literatura na sociedade atual, através de
textos desenvolvidos e difundidos no espaço do circo criado.
Filosofia
‐ Imagem crítica da Filosofia.
‐ O intelecto: empirismo e criticismo.
‐ História da Filosofia: instrumentos
de pesquisa.
‐ Áreas da Filosofia.
A
existencialidade de um palhaço, a ambigüidade de seus sentimentos, tristeza e
alegria, sombra e luz, graça e desgraça. História de um palhaço triste. Jogral
de texto filosófico com uma explanação crítica sobre o Panem etc Circenses (Pão
e Circo) moderno e pós moderno, associando-o com o Coliseu Romano onde o povo,
com seu fascínio pelos gladiadores e feras, permaneciam mentalmente
anestesiados. A realidade hoje é a mesma, pois hoje, vivemos a realidade do
“Coliseu Eletrônico”, vivemos a “Sociedade do espetáculo”. Tudo vira show e a
própria religião entra no esquema.
Sociologia:
-O que permite ao aluno viver em sociedade?
‐ A inserção em grupos sociais: família,
escola, vizinhança, trabalho.
‐ Relações e interações sociais.
‐ Socialização.
O homem como ser social em diferentes
realidades, pois um circo migra para diferentes culturas e lugares; portanto, pode-se
contar a história de cada uma delas, com pesquisas feitas pelos alunos.
![]() |
| https://mceciliamaciel.wordpress.com/category/circo/ |
3.
Química:
-Transformações
químicas no dia a dia: a) evidências; b) tempo envolvido; c) energia envolvida;
d) reversibilidade.
-Reagentes,
produtos e suas propriedades: a) caracterização de substâncias que constituem
os reagentes e produtos das transformações em termos de suas propriedades; b)
Separação e identificação das substâncias
Transformações
químicas feitas nas mágicas.
Matemática:
-Funções
-Relação entre
duas grandezas.
- Proporcionalidades:
direta, inversa, direta com o quadrado.
-Função de 1º
grau.
-Função de 2º
grau.
Desde sua construção
e montagem, o circo e os cenários
englobam conteúdos geométricos e matemáticos, com o uso de funções, como também
os jogos apresentados no circo que podem conter estruturas matemáticas.
![]() |
| http://www.maisequilibrio.com.br/fitness/a-alegria-do-circo-e-a-atividade-fisica-3-1-2-161.html |
Física:
-Quantidade de
movimento linear: variação e conservação
-Leis de Newton
Movimentos,
velocidades, aceleração, quantidade de movimento e conservação fazem parte de
tudo o que se movimenta dentro de um circo, desde malabaristas, dançarinas,
trapezistas etc. e as leis de Newton completam esse contexto.
6.
Geografia:
-Geopolítica do
mundo contemporâneo
-A nova desordem
mundial
-Conflitos
regionais
-Os sentidos da
globalização
- A aceleração
dos fluxos
-Um mundo em
rede
Os conflitos
contados em histórias criadas para os palhaços e a representação da
globalização contada de forma engraçada e criativa.
![]() |
| http://www.vidacandanga.com.br/noticias/circo-khronos-no-boulevard-shopping/ |
7 Educação Física:
-Esporte
-Modalidade
individual: atletismo, ginástica artística ou ginástica rítmica
– A importância
das técnicas e táticas no desempenho esportivo e na apreciação do espetáculo
esportivo
Incluem trapézio, báscula russa,
mastro chinês, monociclo, perna-de-pau, tecido etc.
· Modalidades
sem materiais (corporais): acrobacias, contorcionismo, palhaço, mímica,
malabares, acrobacias, contorcionismo. Dança,
ginástica, movimentos fazem parte do conteúdo apresentado no primeiro ano.
![]() |
| http://www.fef.unicamp.br/fef/sicirco |
História:
-A Civilização
Romana e as migrações bárbaras
-Império
Bizantino e o mundo árabe
-Os Francos e o
Império de Carlos Magno
Grécia antiga: as paradas de mão e as
apresentações de força e de equilíbrio eram praticadas nos jogos.
Em Roma, surgiu o Circo Máximo, que foi
destruído em um incêndio. No mesmo local, foi construído o Coliseu, onde
inicialmente eram apresentadas excentricidades. Entre 54 e 68 d.C., o Coliseu
passou a ser palco de espetáculos violentos, como a perseguição aos cristãos,
descaracterizando as artes circenses. A civilização grega e o circo, as arenas,
a reconstrução da época. Alegria e cidadania.
Biologia:
Equilíbrio
dinâmico de populações
-Relações de
cooperação e competição entre os seres vivos
-Densidade e
crescimento da população
-Mudança nos
padrões de produção e de consumo
Relações de
competição e de cooperação que fazem parte de uma comunidade e o circo
representam essa comunidade, a cooperação e a competição; dentro do contexto
social, as mudanças de padrões e de consumo podem caracterizar a impopularidade
atual do circo, com exceção de algumas grandes produções circenses.
Inglês:
-Texto
informativo (o uso de tempos verbais, conjunções e preposições)
-Produção:
folheto com programa de intercâmbio para alunos estrangeiros que desejam
estudar no Brasil
Criação de
panfletos e divulgação do circo em língua inglesa.
![]() |
| http://www.portalaz.com.br/noticia/municipios/244404_teresina_e_so_alegria_circo_de_moscou_no_gelo_um_espetaculo_de_arte.html |
Conclusão:
Como o próprio currículo
contempla a prioridade para a competência escrita, os textos, tanto em seu
aspecto formal (poema, prosa, teatro) quanto em seu aspecto conteudístico
(ciência, cultura, narração etc) farão parte da construção de todo o cenário,
enfatizarão os atos de leitura e pesquisa em todas as disciplinas. Vale
insistir que o currículo hoje não contempla uma maior quantidade de ensino, mas
uma melhor qualidade e nada melhor do que a interdisciplinaridade e as relações
humanas, tanto de aluno/aluno quanto professor/aluno.
domingo, 14 de junho de 2015
E a greve (furada) e os sindicatos
Na internet, mais precisamente nas páginas sociais, leio
muitas coisas que fico indignada e o meu impulso é responder automaticamente a
tudo o que leio, principalmente quando não concordo com o que pensam e na
maioria das vezes peco entre o bom senso e o impulso, acabo respondendo, mas o
que adianta? Nada. As pessoas não vão deixar de pensar dessa forma, por mais
errado que acreditemos que está, mas só pelo fato de estar expondo suas idéias,
pode ser que naquele momento o outro não concorde, mas que um dia venha a
concordar, ou não! Bom, enfim... sobre a greve... Essa é a minha opinião e
gostaria muito que desse a sua opinião a respeito, porque ficar reclamando é o
que mais se tem feito e nunca chegamos a lugar nenhum.
Em primeiro lugar, tenho alguns questionamentos, que
gostaria que se alguém tivesse disposto, para elucidá-los e, se possível, que
até a presidente da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha ( Bebel) respondesse.
Porque não gostaria de estar cometendo uma injustiça.
Na minha opinião essa greve veio em má hora e o meu primeiro
questionamento é: Por que isso não foi feito antes das eleições? Por que
deixaram o PSDB ganhar, da forma que ganhou, e não fizeram nenhuma manifestação
ou pronunciamento a respeito?
Educação nunca foi prioridade de um país e também não “mexe”
com a sua economia, logo, greve de professores não chega a ser algo
significante, não que eu concorde com isso, mas o país é capitalista e quem
manda é o dinheiro, odeio admitir isso, mas é a mais pura verdade. Por que
insistir na greve? Por que permitir que professores fiquem cada vez mais
desunidos, desmotivados e desvalorizados?
Os sindicatos, que deveriam estar lutando por uma mesma
causa (bem da educação e dos professores) estão desunidos, e qual o motivo
dessa falta de união?
Acredito que temos que mudar a estratégia de luta, já disse
antes que, apesar de não concordar, vivemos num país regido pelo dinheiro,
logo, ninguém paga um funcionário que não produz, concorda? Sei que esse
discurso é horrível e me sinto muito mal por estar colocando ele aqui, porque
estarei indo de encontro a um discurso que, para quem segue meus pensamentos,
sabe que abomino, mas é verdade! Precisamos recuperar a auto estima do
professor, ganhar a população, colocá-los a nosso favor, despertar o interesse
dos nossos alunos e a admiração também e para que isso comece temos que elevar
esses índices.
Professores, temos a sociedade em nossas mãos, os futuros
eleitores de um país, precisamos virar esse jogo e, a meu ver, não será com
greve, sem o apoio dos pais, da mídia e da sociedade em geral que vamos
conseguir. Temos que exigir do governo a benfeitoria do aluno, para que ele
entenda que nos preocupamos com a sua educação, com a educação dos filhos dos
outros e de uma sociedade, depois, começamos a exigir o retorno disso, um
aumento, e que seja gradual, porque nenhuma economia de nenhum país vai
conseguir aumentar salário em porcentagens exorbitantes, é justo? Claro que não!
Eu gostaria de ganhar 75% de aumento, mas não é viável e nem precisa entender
de administração ou economia para saber isso. Não se monta uma estrutura em 90
dias depois de anos de abandono e definhamento, pois a educação desse país vem
definhando a, pelo menos, 20 anos. Tudo tem que ser feito com muita paciência.
E por que, mesmo sabendo disso, insistiu nesse número? Aonde queria chegar?
O outro passo é tentar uma união entre os sindicatos, que
talvez seja o passo mais difícil, porque hoje eles não tem interesses comuns,
mas políticos e este está muito além dos interesses dos professores. Para
resumir, nada é fácil, nada será fácil, mas a mudança de estratégia nesse
momento se faz necessária. Fiquei muito triste por ver meus colegas derrotados.
E derrotados sim, dona Bebel!!! Passou da hora de admitir a derrota e mudar a
estratégia porque o que está fazendo é cruel com a nossa classe. Culpar o outro
é sempre mais fácil, não é mesmo? Mas, todos estamos cansados de saber a culpa
do governo nessa história toda, agora é hora de assumirmos a nossa parcela de
culpa e mudar os planos. Já chegou no limite!
Há rumores de que Alckmin será candidato a presidente, vamos
continuar fazendo as mesmas coisas e errando ou vamos repensar estratégias para
impedir isso?
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