Quem acompanha os artigos anteriores aqui no
Eu lecionava na Escola Estadual Américo Brasiliense, uma instituição tradicional e enorme em Santo André. Lá, conheci a professora Thaís, de sociologia, que participava de um grupo semanal de jogos de tabuleiro e me convidou para participar da jogatina. A experiência foi maravilhosa, mas o meu incômodo criativo continuava sussurrando que faltava uma peça. Foi aí que me deparei com o universo do RPG (Role-Playing Game).
O clique foi imediato: a força da narrativa. Não daquela história passiva, contada por alguém lá na frente, mas da narrativa viva, criada e encenada colaborativamente pelos próprios estudantes ao desenvolverem seus personagens e tomarem decisões coletivas
O Salto Analógico: Do D&D às Casas do Tabuleiro
Pesquisei artigos, li teses e assisti a dezenas de vídeos, mas entender RPG apenas na teoria é árduo
Aprendi a jogar Dungeons & Dragons (D&D)
Comecei a criar narrativas de RPG vivenciadas nas 64 casas do tabuleiro
A Ponte Internacional: Conhecendo a Teacher Gamer
A jornada pedia expansão. Em um dos grupos de RPG em que eu participava, conheci o Bruno Cobbi. Ele havia feito o curso da
Quando me aprofundei na proposta, vi nossos caminhos convergirem perfeitamente. Conheci o Zach Resnichek, educador com mestrado na área que atua há anos ensinando criação de mundos (worldbuilding) e RPG nas escolas [
"O dragão que venho perseguindo é como colocar Dungeons & Dragons e os jogos de multiverso dentro das escolas... não apenas como uma ferramenta pedagógica respeitada, mas como sua própria disciplina." — Zach Resnichek [
] 01:22
Percebi que não estava mais sozinha nessa trincheira. Formamos uma parceria de colaboração que deu uma musculatura institucional inédita às nossas ideias
O Elo Acadêmico: A Parceria com o Diversão Séria (UFABC)
Fortalecida por essa união, decidi buscar respaldo acadêmico e científico em São Paulo, procurando uma universidade pública que pesquisasse o potencial pedagógico dos jogos. Encontrei o
Entrei em contato com o professor responsável pelo laboratório,
Essa união fundamenta hoje o nosso projeto pedagógico com o Método Oficiação
Combate à "Dopamina Barata" e Jejum Digital Ativo: Em tempos de restrição do uso de telas nas salas de aula
, o RPG de mesa e o tabuleiro funcionam como exercícios de musculação cognitiva , resgatando o foco atencional e estimulando o córtex pré-frontal através de desafios com esforço cognitivo compartilhado . Desenvolvimento da Teoria da Mente (ToM) e Funções Executivas: Ao incorporar um papel no jogo, o estudante treina a capacidade empática de simular os estados mentais do outro
, fortalecendo o controle inibitório, a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva . Saúde Mental Docente e Prevenção ao Burnout: Através da gestão de Personas na sala de aula
, o professor assume a postura de "Mestre do Jogo" , estabelecendo um distanciamento saudável que protege sua integridade psíquica contra o estresse emocional da rotina . Elevação da Aprendizagem através da ZDP: O trabalho em equipe nos jogos ativa a Zona de Desenvolvimento Proximal descrita por Vygotsky
, promovendo cooperação na resolução de situações-problema complexas .
Hoje, estamos em plena articulação na captação de patrocínio via Lei de Incentivo à Cultura (Pronac nº 260161, enquadrado no Artigo 18 da Lei Rouanet)
Mas essa etapa de captação e os próximos passos das nossas oficinas em sala de aula são o tema do nosso próximo artigo.
Quer saber mais detalhes de como estruturar uma campanha de RPG articulada ao xadrez na sua escola? Deixe seu comentário aqui no blog!


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu comentário será aprovado após lido, obrigada!